Mais uma: Empresa com 187 anos dá adeus à bolsa

há 2 meses 17
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saída porta sinal

(Imagem: Pixabay/Clker-Free-Vector-Images)

A Wilson Sons (PORT3), uma das empresas mais antigas ainda em atividade no Brasil, deu adeus à bolsa nesta quinta-feira (23).

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Mais cedo, foi realizado o leilão da oferta pública de aquisição de ações unificada, lançada pela gigante de navegação MSC, para comprar os papéis da companhia.

Ao todo, a empresa adquiriu 130 milhões ações, ao preço de R$ 18,53.

Chegada à bolsa

A companhia chegou à bolsa ainda em 2007.

Na época, a listagem fez parte de uma reorganização societária do grupo, cujo controle permanece com a Ocean Wilsons Holdings Limited — empresa sediada nas Bermudas e listada na Bolsa de Londres desde o século XIX.

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O IPO de 2007 marcou a entrada formal da Wilson Sons no mercado de capitais brasileiro, com o objetivo de fortalecer o financiamento de projetos de expansão, especialmente nos segmentos de terminais portuários, rebocagem e apoio offshore.

Em 2021, a companhia realizou uma reestruturação societária: as ações que antes eram negociadas por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) passaram a ser ações ordinárias listadas diretamente na B3, com o ticker PORT3, simplificando a estrutura e aumentando a liquidez.

Desde então, o papel entregou uma valorização de 60%.

História

Fundada em 1837, no Rio de Janeiro, pelos irmãos escoceses Edward e Fleetwood Pellew Wilson, a companhia começou como uma empresa de serviços marítimos e de apoio portuário.

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Nos primeiros anos, a Wilson Sons atuava principalmente na reparação de navios, construção naval e serviços logísticos ligados à navegação — atividades essenciais para o desenvolvimento do comércio marítimo brasileiro no século XIX.

Com o tempo, a empresa expandiu suas operações para diversos portos do país, acompanhando o crescimento do comércio internacional e da infraestrutura portuária nacional.

Hoje, a Wilson Sons é uma das líderes brasileiras em serviços portuários, marítimos e logísticos, com operações que incluem:

  • dois terminais de contêineres (Tecon Salvador e Tecon Rio Grande);
  • uma frota de mais de 80 rebocadores;
  • um estaleiro próprio no Guarujá (SP);
  • serviços de apoio offshore, logística, agenciamento marítimo e terminais de carga.

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