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O mercado aguarda com grande expectativa a divulgação dos balanços financeiros do terceiro trimestre deste ano (3T25) de duas grandes varejistas brasileiras: Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), que divulgam seus resultados nesta quinta-feira (6) e na próxima quarta-feira (12), respectivamente.
Conforme os analistas, Casas Bahia deve mostrar recuperação operacional com crescimento de receita, mesmo que ainda registre prejuízo devido a despesas financeiras elevadas. Magazine Luiza, por outro lado, deve ter colocado um ponto final no trimestre com vendas praticamente estáveis, comércio eletrônico em baixa e lucro líquido próximo de zero. As casas de análises são unânimes ao dizer que o varejo brasileiro segue em um momento de apertos nas margens, em que expandir ou proteger a lucratividade é a grande questão.
Para o 3T25, o Magazine Luiza deve registrar receita de aproximadamente R$ 9,27 bilhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 746 milhões, mantendo a geração de caixa estável, segundo projeções de analistas compiladas pela LSEG.
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A projeção também é de um prejuízo líquido de R$ 14,2 milhões, pressionado por despesas financeiras ainda elevadas. A margem bruta projetada é de 32,35%, indicando que a empresa mantém controle de custos e preços mesmo com vendas praticamente estáveis.
As projeções compiladas pela LSEG indicam que a Casas Bahia deve apresentar receita de R$ 6,73 bilhões e Ebitda de R$ 523 milhões, mantendo crescimento operacional em relação aos trimestres anteriores.
Margens sob pressão
Segundo a XP Investimentos, ambos os varejistas têm foco nas margens, com crescimento limitado no e-commerce e bens duráveis, mas a Casas Bahia apresenta leve vantagem operacional sobre o Magalu. Para o Itaú BBA, as vendas líquidas do Magalu devem avançar apenas 1% na comparação anual, com lojas físicas crescendo 5% e o comércio eletrônico recuando 1%, resultando em margem bruta menor e prejuízo líquido ajustado de R$ 57 milhões, de acordo com projeções.
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O BTG Pactual chama atenção para a pressão no comércio eletrônico, com plataformas como Shopee, Amazon e TikTok Shop exigindo investimentos em logística e aquisição de clientes. No Magalu, o volume bruto de mercadorias (GMV) on-line deve cair 2% ano a ano, enquanto vendas mesmas lojas (SSS) avançam 5%, mantendo a margem Ebitda consolidada estável.
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Para o Safra, a eficiência nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) do Magalu é positiva, mas o marketplace (3P) deve sofrer com a competição, e o lucro líquido deve ficar em R$ 4 milhões, contra R$ 70 milhões no mesmo período do ano passado. Já no caso da Casas Bahia, o Safra projeta crescimento de 6% em receita, com lojas físicas avançando 6%, marketplace subindo 14% e vendas diretas 7%, mas ainda registra prejuízo líquido de R$ 438 milhões.

há 2 meses
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