Magazine Luiza (MGLU3): Lucro encolhe 69,8% no 3T25, mas bate expectativas; ‘Foco é aumentar rentabilidade’, diz gerente de RI

há 2 meses 17
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(Imagem: Divulgação/ Magazine Luiza)

O Magazine Luiza (MGLU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 21,2 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25). A cifra representa uma contração de 69,8% quando comparada aos R$ 70,2 milhões reportados no mesmo período do ano anterior.

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Apesar do recuo, o resultado da varejista superou a expectativa do mercado. Projeções reunidas pela Bloomberg apontavam um lucro líquido de R$ 4 milhões no período.

No relatório de resultados, divulgado ao mercado nesta quinta-feira (6), a companhia destaca que, considerando as receitas não recorrentes, o lucro líquido chega a R$ 84,6 milhões no trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, atingiu R$ 711,4 milhões, um recuo de 0,09% ante o terceiro trimestre de 2024. O montante veio acima da estimativa do consenso de R$ 707 milhões.

Já a margem Ebitda ajustada recuou 0,1 ponto percentual, atingindo 7,9% no terceiro trimestre deste ano, com estabilidade na comparação anual. “Esse resultado reflete a contínua expansão das lojas físicas, a expansão da margem bruta de mercadorias, o rigoroso controle sobre as despesas, e o excelente desempenho da Luizacred”, diz o Magazine Luiza no balanço.

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O que pesou no lucro do Magalu foram as despesas financeiras, que saltaram 35,6% no ano, para R$ 488,1 milhões. A varejista atribui o pior resultado nessa frente à alta dos juros.

Em entrevista ao Money Times, o gerente de relações com investidores (RI) do Magalu, Lucas Ozorio, chamou atenção para mais um trimestre de lucro e para a estabilidade da rentabilidade operacional mesmo com a taxa de juros em 15%. No terceiro trimestre de 2024, a Selic estava na casa dos 10%.

“Conseguimos entregar uma margem Ebitda e um Ebitda que suportam as despesas financeiras e, consequentemente, chegam em um lucro ajustado com geração de caixa operacional. O grande foco da companhia é aumentar a rentabilidade com geração de caixa”, afirmou Ozorio.

No 3T25, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) totalizaram R$ 15,1 bilhões.

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Em lojas físicas, as vendas totalizaram R$ 4,7 bilhões no trimestre, um avanço de 5% em comparação com o 3T24. Por outro lado, o e-commerce registrou R$ 10,4 bilhões em vendas, uma redução de 5,8% no e-commerce total em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que as vendas online com estoque próprio (1P) somaram R$ 6,4 bilhões.

No marketplace (3P), as vendas totalizaram R$ 3,9 bilhões e representaram 38% do e-commerce total.

A receita líquida da varejista somou R$ 9,02 bilhões no trimestre, um avanço de 0,3% na comparação anual. No caso da receita bruta, o avanço foi de 1,4%, totalizando 11,3 bilhões.

O gerente de RI afirma que os números reforçam o “ótimo momento” do Magalu no mercado offline, com ganho relevante de participação de mercado e crescimento das vendas.

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Por outro lado, ainda que a venda não tenha crescido no online, Ozorio destaca a evolução da a margem de contribuição dos canais de venda.

“Nós privilegiamos as vendas que nos trouxessem uma rentabilidade maior, frente àquelas, principalmente, de tickets mais baixos, que a concorrência está mais agressiva, mais vocal nesses tickets. Então, privilegiamos outros tickets que trouxeram uma rentabilidade maior para a companhia”.

Outros números do 3T25

No terceiro trimestre deste ano, a margem bruta foi de 31,5%, em linha com a margem do mesmo período do ano anterior.

“Vale destacar o aumento da margem bruta de mercadorias, que reflete o foco da companhia na expansão da rentabilidade”, diz o Magazine Luiza.

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O Magazine Luiza encerrou o trimestre com R$ 7,6 bilhões em caixa total e R$ 1,6 bilhão em posição líquida. A geração de caixa operacional do período foi de R$ 535 milhões e totalizou R$ 2,5 bilhões nos últimos 12 meses, impulsionada pelo resultado do período e pelos avanços no capital de giro, segundo o relatório.

Na Luizacred, o faturamento em cartões de crédito atingiu R$ 15 bilhões no terceiro trimestre de 2025.

A nova financeira do Magalu – a Magalupay SCFI – já está em piloto em mais de 50 lojas, segundo a companhia. Em breve, toda carteira de crédito será gerida por ela.

Ozorio destacou que a operacionalização da nova financeira deverá trazer benefícios no que diz respeito a impostos, uma vez que passará a responder como um serviço financeiro.

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Selic em 15%

Como em outros trimestres, a companhia defende o ecossistema, aliada com disciplina financeira, como forma de lidar com a elevada taxa de juros, sendo uma das principais vias para lidar com o impacto.

“O macro nós não conseguimos controlar, porém, no micro, a gestão de despesas está sendo super bem feita e vai continuar entregando esse patamar de Ebitda”, disse o gerente de RI ao Money Times.

Diante da Selic em 15% e perspectiva do patamar elevado por mais tempo, Ozorio destaca que a companhia trabalha adequar a operação para que se sustente, gere caixa e gere lucro.

“Focamos em categorias que tivessem uma eficiência operacional de rentabilidade superior. […] Vamos incentivar categorias e tickets que sustentem o patamar de Ebitda atual da companhia e sustenta a despesa financeira e, consequentemente, lucro líquido. Ao fazer isso, consequentemente, você perde um pouco de vendas. Porém, entregamos um Ebitda que sustenta um juro de 15% e ainda assim dê lucro líquido”.

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Novo ciclo no Magalu: AI Commerce

Após os ciclos de digitalização e implementação do ecossistema, a gestão de Frederico Trajano inicia um novo ciclo, pautado em AI Commerce. Neste sentido, o Magazine Luiza anunciou nesta semana o “WhatsApp da Lu”, que irá viabilizar compras diretamente pelo WhatsApp, com a possibilidade de buscar produtos, compará-los e efetivar a compra por meio da plataforma.

A ferramenta foi liberada, em uma primeira fase, para 1 milhão de clientes recorrentes do Magalu, com um histórico de compra mínimo de 10 produtos por ano. Até o final de 2025, a companhia afirma que será expandido para toda a base de mais de 30 milhões de consumidores ativos da empresa.

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