“Lança do Sul”: EUA posicionam porta-aviões em formação militar no Caribe; veja fotos

há 2 meses 17
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A Marinha dos Estados Unidos divulgou, na noite desta quinta-feira (13), as primeiras imagens do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, navegando no mar do Caribe ao lado dos destróieres USS Winston Churchill, USS Mahan e USS Bainbridge.

As fotos mostram ainda aeronaves de ataque e um bombardeiro B-52 Stratofortress sobrevoando o grupo de ataque, o que reforça a escalada militar ordenada pelo governo Donald Trump na região.

O porta-aviões chegou ao entorno da América Latina na terça-feira, em meio à deterioração das relações entre Washington e o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

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A movimentação faz parte da operação “Lança do Sul”, anunciada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, como uma ofensiva direta contra o “narcoterrorismo” latino-americano.

Fontes ouvidas pela CBS afirmam que, na véspera, o alto escalão militar apresentou a Trump opções de ações contra a Venezuela, incluindo bombardeios terrestres. Embora nenhuma decisão tenha sido formalizada, o anúncio da operação e a presença do Gerald Ford foram interpretados como sinal de preparação.

Jatos F-18 e avião bombardeiro B-52 Stratofortress sobrevoam porta-aviões USS Gerald Ford no Oceano Atlântico em 13 de novembro de 2025. — Foto: Alyssa Joy/Marinha dos Estados Unidos

Movimento incomum

A divulgação quase imediata das fotos, algo incomum em operações sensíveis dos EUA, indica uma demonstração explícita de força. O local exato do porta-aviões não foi revelado, mas aeronaves C-2A Greyhound vindas do Gerald Ford foram registradas pousando em Porto Rico, sugerindo que o grupo está próximo.

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Atualmente, conforme a imprensa americana, um eventual ataque em solo venezuelano depende apenas de uma justificativa jurídica. O deslocamento de um grupo de ataque com até 90 aeronaves representa uma das maiores demonstrações de poder militar dos EUA no Caribe em décadas.

Jato F-18 se aproxima do porta-aviões USS Gerald Ford no Oceano Atlântico, com destróieres USS Mahan (à esquerda) e USS Bainbridge ao fundo em 13 de novembro de 2025. — Foto: Triniti Lersch/Marinha dos Estados Unidos

Pressão direta sobre Maduro

Desde agosto, Trump intensificou a pressão contra Maduro ao classificar cartéis latino-americanos como organizações terroristas, dobrar a recompensa pela captura do venezuelano para US$ 50 milhões e reforçar o envio de navios, caças F-35, helicópteros de operações especiais e bombardeiros para o Caribe.

Maduro acusa os EUA de “inventar uma guerra” para justificar uma intervenção militar, enquanto Trump afirma que os cartéis e seus aliados “estão matando famílias americanas” e que seus dias no poder “estão contados”.

Nos bastidores, o Wall Street Journal revelou que o governo Trump chegou a mapear possíveis alvos para ataques a instalações militares venezuelanas sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Embora Trump tenha negado abertamente planos de bombardeios, a chegada do Gerald Ford e a operação “Lança do Sul” elevaram o clima de incerteza sobre os próximos passos dos EUA na região.

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