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“Nós preferimos operar em um mercado com juros de um dígito, e não com juros de dois dígitos" (Imagem: Divulgação)
O CEO do Itaú (ITUB4) refutou a ideia de que os bancos gostam de juros altos. Na última terça-feira, o ministro Fernando Haddad soltou o verbo contra a Selic, hoje em 15%, o maior patamar em décadas — e sobrou até para o setor.
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“Eles vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair. Não tem como sustentar 15% de juros reais”, disse o ministro.
Indagado sobre a fala, Milton Maluhy afirmou que a visão é equivocada.
“Nós preferimos operar em um mercado com juros de um dígito, e não com juros de dois dígitos. Se olharmos o nosso resultado, fica claro que a carteira de crédito é a principal fonte de geração de lucro.”
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Segundo ele, quando os juros permanecem altos por muito tempo, em um nível restritivo, isso pressiona dois fatores: a inadimplência e, consequentemente, a capacidade de crescimento da carteira.
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“Com as famílias mais endividadas e as empresas enfrentando custos financeiros mais altos, o cenário se torna mais arriscado. Nesse contexto, os bancos ficam naturalmente mais conservadores, e as próprias pessoas e companhias reduzem o consumo.”
Ou seja, para o executivo, juros baixos são estruturalmente bons para todos — inclusive para os bancos.
“É nesse ambiente que o setor cresce, cria valor para a economia, estimula o emprego, a produtividade e o PIB.”
Quando os juros vão cair?
A expectativa do Itaú é que os juros comecem a cair entre janeiro e março do ano que vem. Nesta quarta-feira, o Banco Central volta a se reunir para definir a taxa. O mercado aposta que o Copom deve mantê-la no mesmo patamar.
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“Acreditamos que há espaço para o início do corte já em janeiro. Nossa melhor estimativa hoje é de um primeiro corte de 0,25 ponto percentual, com a taxa encerrando o ano, tudo mais constante, em 12,75%.”
Ainda segundo Maluhy, a inflação tem convergido, embora de forma lenta, já que o consumo segue forte e a inflação de serviços permanece resiliente.
“Mas há uma convergência gradual, inclusive das expectativas de inflação, que, embora não estejam na meta, caminham nessa direção.”
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há 2 meses
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