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O Itaú BBA continua otimista com as construtoras voltadas à baixa renda e disse que o setor “vive seus melhores dias”, com alta acessibilidade dos compradores, aumento nos lançamentos e velocidade recorde nas vendas.
Segundo o banco, o cenário favorável vem acompanhado pela elevação nos preços dos imóveis e expansão das margens brutas, o que indica forte geração de valor.
“Apesar de ser um setor cíclico e sujeito a riscos como aumento nos custos de construção e disponibilidade de financiamento, atualmente esses fatores estão controlados”, diz o banco. O FGTS, principal fonte de recursos para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), está com saldo robusto e recebendo aportes recordes, o que sustenta o crescimento.
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dividendos, os analistas mantêm uma visão otimista para o setor. “Nos últimos anos, as construtoras Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) foram as que mais se destacaram em rentabilidade, mas agora é hora de olhar para outras oportunidades”, comentam.
Tenda (TEND3) é Top pick do setor
Para o BBA, a Tenda tem sido ignorada pelo mercado, mas apresenta uma perspectiva sólida de lucros com seu modelo de construção on-site (no local da obra), que deve compensar as pequenas perdas da operação off-site (construção fora do local, como pré-fabricados), o que pode restaurar a confiança dos investidores e gerar o melhor desempenho entre as empresas analisadas.
Com isso, o banco reiterou preferência e recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 40 ao fim de 2026, e potencial de valorização de 51%.
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Segundo o BBA, a empresa tem 81% de exposição às Faixas 1-2 do MCMV, o que a torna altamente sensível às melhorias no programa. O banco destaca também que o processo de recuperação da Tenda já ficou para trás, com o negócio on-site apresentando margens brutas de 38%, comparáveis às da Cury.
As vendas estão aquecidas e, devido ao ciclo curto de construção, os resultados devem aparecer rapidamente, compensando eventuais perdas com a operação Alea. Analistas projetam aumento de lucro por ação (EPS) de 65% em 2026, com a ação negociada a apenas 5,1 vezes o lucro estimado para o ano.
Plano & Plano (PLPL3)
A Plano & Plano (PLPL3) também foi deixada de lado, principalmente por causa da baixa liquidez das ações, mas, na opinião do BBA, ela oferece uma relação risco-retorno mais atrativa do que as empresas mais populares.
Segundo o banco, a ação é uma small cap promissora, com forte crescimento em lançamentos e vendas, embora seus resultados ainda não reflitam esse desempenho.
Analistas estimam que 2026 será o ponto de virada para a empresa, com expectativa de valorização significativa. As ações são negociadas a 5,7 vezes o lucro estimado para 2026, com um dividend yield (retorno do dividendo) de 6%. A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 24 ao fim de 2026, e potencial de valorização de 44%.
MRV (MRVE3)
O BBA avalia que a MRV (MRVE3) ainda fica atrás das concorrentes. Embora avance na reestruturação e na venda de ativos da Resia, os resultados ainda são incertos. A ação negocia a 5,7x o lucro estimado para 2026 — desconto frente a Cury e Direcional, mas com prêmio sobre Tenda.
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O banco destaca que não há margem para erros na execução, e qualquer deslize pode levar a revisões negativas nas projeções. Apesar do potencial de valorização no longo prazo, o cenário é considerado volátil, levando o BBA a manter recomendação neutra e preço-alvo de R$ 9, com potencial de alta de 19%.
Cury (CURY3)
Na avaliação do BBA, a ação continua sendo atrativa, mesmo após ter se destacado como uma das vencedoras desde 2020. A construtora se beneficiou da expansão do programa MCMV e da ausência de concorrência relevante, o que impulsionou seu crescimento.
Apesar de seu porte maior dificultar a manutenção do mesmo ritmo de expansão, o banco projeta crescimento de lucro por ação entre 30% e 35% em 2026, sustentado por margens brutas elevadas e novos projetos.
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O BBA mantém recomendação de compra para ações da Cury, com preço-alvo de R$ 43 ao fim de 2026, o que representa potencial de valorização de 28%.
Direcional (DIRR3)
Para o BBA, a ação da Direcional compartilha uma trajetória semelhante à da Cury, tendo se beneficiado das melhorias no MCMV e da baixa competição. A empresa também apresenta margens robustas e crescimento consistente, com expectativa de aumento
de EPS entre 30% e 35% em 2026.
O banco destaca que, embora os retornos não sejam mais considerados “estelares”, a
execução sólida e o baixo risco operacional ainda justificam múltiplos elevados. Dessa forma, reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19,70 por ação ao término de 2026.
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há 2 meses
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