Israel e Hamas preparam troca de reféns e prisioneiros nesta segunda-feira

há 3 meses 24
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Israel e Hamas se preparam para a primeira troca de reféns e prisioneiros sob o novo acordo de cessar-fogo, com início previsto para a manhã desta segunda-feira (13). A operação marca a segunda fase da trégua firmada na sexta-feira, após dois anos de guerra que devastaram Gaza e deixaram mais de 67 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde do enclave.

De acordo com o governo israelense, o Hamas deve libertar até o meio-dia de segunda os reféns capturados no ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início ao conflito. Autoridades estimam que 20 dos 48 israelenses ainda mantidos em cativeiro estejam vivos. As famílias receberam comunicado para se prepararem para o retorno de seus parentes.

Em contrapartida, Israel deverá libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua e outros detidos sem acusação formal. O Ministério da Justiça israelense divulgou a lista dos nomes, mas o Hamas ainda discute com mediadores ajustes nos critérios de libertação.

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A porta-voz do governo israelense, Shosh Bedrosian, afirmou que a libertação dos prisioneiros ocorrerá logo após a chegada dos reféns ao território israelense. Segundo ela, “Israel está pronto para recebê-los assim que forem entregues”.

Além dos reféns vivos, Israel também deve receber os corpos de 28 israelenses mortos em Gaza. Uma força-tarefa internacional será formada para localizar os corpos dos que não forem devolvidos dentro do prazo de 72 horas, já que muitos podem estar soterrados nos escombros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega a Israel nesta segunda para discursar no Knesset, o Parlamento israelense, e se reunir com familiares dos reféns. Na sequência, ele viajará para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde deve copresidir uma cúpula de paz com líderes como António Guterres, da ONU, Keir Starmer, do Reino Unido, Giorgia Meloni, da Itália, Pedro Sánchez, da Espanha, e Emmanuel Macron, da França.

A trégua, mediada por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, prevê ainda que novas fases de libertações possam ocorrer nas próximas semanas, condicionadas à manutenção do cessar-fogo e à entrega contínua de ajuda humanitária.

Embora israelenses e palestinos tenham recebido o acordo com alívio, o futuro do cessar-fogo permanece incerto. Ainda não há definição sobre quem administrará Gaza após o conflito nem sobre o destino político do Hamas.

(com Associated Press e BBC)

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