Indicados de Lula e Bolsonaro, deputados, sindicalistas: os alvos da PF no caso INSS

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A Polícia Federal mirou na cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social e em dirigentes e empresários ligados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (13).

Entre os alvos de mandados de prisão estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; o diretor da Conafer Tiago Abraão Ferreira Lopes; o contador da Conafer Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior; e o empresário Cícero Marcelino de Souza Santos, que prestava serviços à entidade.

Além deles, também foi alvo de um novo mandado de prisão o lobista Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. Ele já se encontra preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

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As decisões foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator do caso na Corte.

Dentre os alvos de mandados de busca e apreensão estão o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), o deputado estadual Edson Cunha de Araujo (PSB-MA) e o advogado e presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini. Conforme a decisão, Dias foi obrigado a colocar tornozeleira eletrônica.

A operação da PF e Controladoria Geral da União apura descontos indevidos cobrados a aposentados e pensionistas em um suposto esquema que pode ter chegado a R$ 6 bilhões. No total, estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão e outras medidas em 14 estados e no Distrito Federal.

Em nota, a defesa de Stefanutto afirmou que a prisão é “completamente ilegal”, já que ele “não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação. Os advogados afirmam ainda que o ex-presidente da autarquia vai “comprovar a inocência”.

A PF informou que investiga crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Segundo as apurações, a Conafer foi a entidade que mais aumentou o volume de descontos em benefícios do INSS de 2019 até 2024. Em números absolutos, passou de R$ 400 mil em 2019 para R$ 57 milhões em 2020 e R$ 202 milhões em 2023.

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