Ibovespa renova máxima e dólar recua; bolsas dos EUA corrigem — e agora?

há 2 meses 19
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O mercado encerrou a semana mantendo o tom otimista, com o Ibovespa (IBOV) em sua mais longa sequência de ganhos do ano, enquanto as bolsas americanas iniciam um movimento de correção após recentes máximas históricas. O índice brasileiro completou a décima terceira alta consecutiva, sustentado pelo fluxo estrangeiro e pela melhora do ambiente global, impulsionado por expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos e manutenção do apetite por risco.

Mesmo com o cenário positivo, sinais técnicos de sobrecompra e o afastamento das médias móveis indicam que o índice pode enfrentar uma pausa ou leve ajuste de curto prazo. No exterior, Nasdaq e S&P 500 formaram movimento de correção após marcarem novos recordes, enquanto o dólar futuro mantém viés de baixa e o Bitcoin rompeu suportes importantes, indicando maior cautela no mercado de criptoativos.

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Análise técnica do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) mantém tendência de alta e voltou a se destacar na última sessão, fechando com a décima terceira alta consecutiva e completando a quarta semana seguida de valorização. O índice mostra força compradora e segue renovando máximas, tendo registrado novo recorde em 154.352 pontos, encerrando pela primeira vez acima da faixa dos 154 mil pontos.

No gráfico diário, o Ibovespa opera acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas o afastamento dos preços e o IFR (14) em 82,73 pontos — zona de sobrecompra — sugerem espaço para correções técnicas no curto prazo. Para seguir com o movimento de alta, será preciso romper a resistência em 154.352 pontos, abrindo caminho para 155.265, 158.710 e 160.250 pontos.

Já uma perda da mínima da última sessão (152.397 pontos) pode iniciar uma correção, com suportes em 150.950, 147.578, 143.391 e 140.231 pontos, que representam zonas estratégicas de defesa para os compradores.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

O dólar futuro segue pressionado e mantém trajetória de baixa desde o fim de 2024. Desde então, o ativo vem renovando mínimas, acumulando queda de 13,69% em 2025. No curto prazo, o gráfico diário mostra o dólar abaixo das médias móveis, com fluxo negativo e IFR (14) em 43,72 pontos, em zona neutra.

Para dar continuidade ao movimento de baixa, o ativo precisa romper o suporte em 5.338/5.284,5 pontos, o que abriria espaço para 5.251,5, 5.208 e 5.127/5.087 pontos.

Por outro lado, caso busque recuperação, deve superar 5.388,5/5.443,5 pontos, mirando 5.560, 5.597 e 5.669,5 pontos, com resistência mais longa em 5.783,5 pontos.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira a análise dos minicontratos:

Análise técnica da Nasdaq

A Nasdaq segue em trajetória de forte valorização em 2025, acumulando alta de 19,26% no ano, após uma recuperação consistente desde a mínima de 16.542 pontos. Contudo, após atingir a máxima histórica em 26.182 pontos, o índice entrou em fase de correção e passou a negociar abaixo das médias móveis. No mês de novembro, acumula queda de 3,09%, cotado atualmente a 25.059 pontos.

Para retomar o movimento de alta, será necessário superar 25.059/25.750 pontos e, posteriormente, o topo histórico em 26.182 pontos, o que abriria espaço para 26.475/26.735 pontos.

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Caso o fluxo vendedor se intensifique, os suportes mais próximos estão em 24.600/24.481 pontos, e uma quebra dessa faixa pode levar o índice a 24.186, 23.969 e 23.279 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira mais análises:

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 também apresenta sinais de correção após uma sequência de recordes. O índice renovou seu topo histórico em 6.920 pontos e, desde então, iniciou movimento corretivo, registrando baixa de 1,63% em novembro, mas ainda acumulando alta de 14,40% em 2025, cotado a 6.728 pontos.

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No gráfico diário, o S&P opera abaixo das médias móveis, indicando enfraquecimento momentâneo da tendência de alta. Para retomar o fluxo comprador, precisa superar 6.677/6.820 pontos e recuperar a máxima histórica em 6.920 pontos, mirando 6.945 e 7.050 pontos.

Caso a pressão vendedora continue, o índice pode testar suportes em 6.631/6.550 pontos, com alvos corretivos em 6.500/6.416 e 6.343/6.296 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise do Bitcoin

O Bitcoin (BTC) perdeu força após um rali que o levou à máxima histórica em US$ 126.199, e vem operando com viés baixista nas últimas semanas. O ativo rompeu o suporte da lateralização e mantém tendência de correção, acumulando queda de 6,58% em novembro, embora ainda some alta superior a 9% em 2025.

No gráfico diário, o BTC mostra fragilidade e segue testando níveis de suporte importantes. Para retomar a força compradora, precisa superar US$ 104.534/US$ 111.592, abrindo espaço para US$ 116.400, US$ 117.900 e US$ 124.474, até buscar novamente o topo em US$ 126.199.

Caso siga no movimento de baixa, a perda de US$ 101.346/US$ 100.000 pode acelerar o fluxo vendedor, levando o ativo a US$ 97.895, US$ 92.800 e US$ 88.765, com alvo mais longo em US$ 83.110.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

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