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(Foto: iStock.com/primeimages)
O Ibovespa (IBOV) manteve o forte ritmo de valorização e renovou a marca recorde pela segunda sessão consecutiva.
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Nesta quarta-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,41%, aos 161.755,18 pontos, em nova máxima histórica. O recorde anterior foi registrado ontem, quando o Ibovespa fechou aos 161.092,25 pontos.
Durante a sessão, o Ibovespa encostou nos 162 mil pontos pela primeira vez. Nas primeiras horas do pregão, o índice atingiu 161.963,49 pontos.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,31333, com queda de 0,32%.
No cenário doméstico, os investidores monitoraram as tratativas comerciais do governo com a Casa Branca e o ambiente fiscal. A corrida presidencial também continou no radar.
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Na manhã desta quarta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que espera novas revogações de tarifas comerciais impostas ao Brasil pelos Estados Unidos. “Eu acho que está perto da gente ouvir uma notícia boa, além dessa notícia de tirar alguns produtos nossos da taxação que ele fez”, disse o presidente em entrevista à TV Verdes Mares, de Fortaleza.
Ontem, Lula conversou, por telefone, com o presidente norte-americano Donald Trump e pediu que ele avance nas negociações sobre os produtos brasileiros que ainda enfrentam a tarifa adicional de 40% nos Estados Unidos. Segundo o presidente, o Brasil deseja avançar rápido nessas tratativas.
Além disso, as movimentações corporativas dividiram as atenções. Para Alison Correia, analista de investimentos da Dom Investimentos, a forte distribuição de dividendos recente é um dos motivos que tem levado a bolsa brasileira a recordes nos últimos dias.
“As empresas que tem distribuído de uma forma muito forte seus dividendos, até para tentar antecipar esse repasse por conta do aumento dos tributos que vão começar a valer a partir de janeiro. Também estamos no maior nível de recompra de empresas da história”, afirmou Correia.
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Altas e quedas do Ibovespa
Entre as companhias listadas no Ibovespa (IBOV), Vale (VALE3) foi um dos destaques positivos, mais uma vez, figurando como a ação mais negociada da B3, com otimismo dos investidores sobre a companhia. VALE3 subiu mais de 3%.
A valorização das ações continuou ‘patrocinada’ pelo Investidor Day, realizado ontem em Nova York, nos EUA. A mineradora atualizou as suas projeções de produção, vendas e investimentos para os próximos anos. Agora, a companhia estima produção entre 335 milhões a 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026. Já em 2030, a projeção foi mantida em torno de 360 milhões de toneladas.
O avanço de Vale também se estendeu para as companhias do setor: Usiminas (USIM5) liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de mais de 8%.
Mas foi Braskem (BRKM5) que roubou a cena. Os papéis da petroquímica subiram 4% com notícias de que a IG4 Capital e a Novonor (ex-Odebrecht) devem assinar um acordo de transferência das ações da Braskem na próxima semana.
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A ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Direcional (DIRR3). Entre os destaques, Bradesco (BBDC4) caiu quase 3% com rotação intersetorial.
GPA (PCAR3) também estendeu as perdas da véspera (2) e fecharam entre as maiores quedas do índice com baixa de 1,76%. Ontem (2), o Ministério Público de Minas Gerais realizou uma operação contra um esquema estruturado de fraude em ICMS e lavagem de dinheiro envolvendo atacadistas, redes de supermercados e empresas do varejo no Estado – e entre as empresas investigadas está o Grupo Coelho Diniz, o maior acionista do GPA.
A informação foi publicada pelo site O Fator e confirmada pelo InvestNews. Em nota à imprensa, o Grupo Coelho Diniz afirmou que a rede de supermercados não é alvo da operação, assim como os investimentos da família no GPA – dono das redes Pão de Açúcar e Extra.
- VEJA TAMBÉM: Money Picks traz as principais recomendações do mercado para o mês; acesse gratuitamente
Exterior
Com o período de silêncio do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), os mercados dos Estados Unidos operaram na expectativa de um novo corte nos juros na próxima semana – o terceiro consecutivo no atual ciclo de afrouxamento monetário. A perspectiva foi consolidada com novos dados do mercado de trabalho.
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O relatório apontou o fechamento de 32.000 postos de trabalho no setor privado em novembro, após abertura de 47.000 postos em outubro (em dado revisado para cima). Os economistas consultados pela Reuters previam criação de 10.000 postos de trabalho, depois de 42.000 postos de trabalho relatados anteriormente em outubro.
O ADP, embora não seja o relatório referência do mercado de trabalho dos EUA, concentrou as atenções dos investidores e calibrou as expectativas sobre a trajetória dos juros na ausência do payroll – relatório oficial de empregos –, que não será divulgado na próxima sexta-feira (5) devido ao shutdown.
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 89% de chance de o BC norte-americano reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Ontem (2), a aposta era de 88%. Já a probabilidade de manutenção dos juros caiu de 12% (ontem) para 11% hoje.
A reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) acontece entre os dias 9 e 10 de dezembro.
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No cenário corporativo, as ações da Microsoft (MSFT) recuaram 2,50% após o The Information noticiar que a companhia está reduzindo as cotas de vendas de software vinculadas à inteligência artificial.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,86%, aos 47.882,90 pontos;
- S&P 500: +0,30%, aos 6.849,72 pontos;
- Nasdaq: +0,17%, aos 23.454,09 pontos.
Na Europa, os índices encerraram sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com leve alta de 0,07%, aos 575,65 pontos.
Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em queda. O índice Nikkei, do Japão, teve ganho de 1,14%, aos 49.864,68 pontos, com apoio do salto de mais de 6% das ações do SoftBank. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 1,28%, aos 25.760,73 pontos.
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há 1 mês
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