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O Grupo TIM (antiga Telecom Italia), dono da TIM Brasil, ampliou as receitas no acumulado dos nove primeiros meses de 2025, o que ajudou a reduzir o prejuízo líquido em comparação ao apurado no mesmo período do ano passado.
A companhia também reportou avanços em acordos com sua maior acionista individual, a estatal de serviços postais Poste Italiane – saiba mais abaixo.
Confira, a seguir, um resumo dos dados no acumulado de nove meses até setembro.
- Prejuízo líquido: 109 milhões de euros;
- Receita total: 9,97 bilhões de euros (+2,3%);
- Ebitda: 3,2 bilhões de euros (+5,4%);
- Capex: 1,2 bilhão de euros (+0,2%);
- Dívida financeira líquida após aluguéis: 7,54 bilhões de euros.
Relatório financeiro
As receitas do grupo avançaram 2,3% entre janeiro e setembro, ante o mesmo intervalo de 2024, para 9,97 bilhões de euros (aproximadamente R$ 61,62 bilhões). A empresa não divulgou dados trimestrais.
Percentualmente, a operação brasileira, que representa 31% do faturamento, registrou ritmo de expansão mais forte (+4,7%) do que a italiana (+1,2%).
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) do Grupo TIM atingiu 3,2 bilhões de euros, alta de 5,4%. De novo, em termos percentuais, o crescimento da unidade brasileira (+6,8%) superou a italiana (+4,1%).
O capex em nove meses (descontando licenças de telecomunicações) totalizou 1,2 bilhão de euros, ficando praticamente estável e representando 12,1% da receita.
Já a dívida financeira líquida após aluguéis registrou um incremento de 279 milhões de euros no período de janeiro a setembro, somando 7,54 bilhões de euros. Um dos motivos foi o pagamento de dividendos pela TIM Brasil.
A companhia registrou prejuízo líquido de 109 milhões de euros no período de nove meses. Apesar de negativo, o resultado é um rombo consideravelmente menor do que o apurado nos nove primeiros meses de 2024, quando o prejuízo acumulado foi de 508 milhões de euros.
"O terceiro trimestre deste ano confirma a trajetória de crescimento do grupo, com aumento de receitas e margens em linha com as expectativas, graças ao forte desempenho dos negócios tanto no mercado doméstico quanto no brasileiro", afirma a empresa, em trecho do balanço.
O Grupo TIM ainda acrescentou que "espera uma forte aceleração do crescimento no último trimestre do ano".
Contratos
A companhia informou que assinou um acordo de operadora móvel virtual (MVNO) com a Poste Italiane, estatal de serviços postais e maior acionista individual da TIM.
Com isso, a marca de telefonia móvel PosteMobile poderá migrar os clientes para a rede da TIM italiana no primeiro trimestre de 2026, deixando de usar a infraestrutura da Vodafone. A estratégia prevê vendas direcionadas para clientes de varejo e pequenas e médias empresas (PMEs).
Além disso, o Grupo TIM e a Poste Italiane assinaram uma carta de intenções para firmar uma joint venture de serviços de nuvem com apoio de Inteligência Artificial (IA) generativa e tecnologias de código aberto.
No fim de setembro, as empresas lançaram uma oferta conjunta de energia e gás aos clientes da operadora no mercado italiano.

há 2 meses
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