Governo investiga ameaça de ataque relatada por empresa de energia em Belém

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BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) -A Polícia Federal abriu inquérito para apurar suposta ameaça contra obra de uma subestação de energia em construção no Pará, informou a corporação, acrescentando que a investigação busca esclarecer se o fato envolve “um movimento isolado ou eventual vínculo com organização criminosa”.

“A Polícia Federal atua em coordenação com a Polícia Civil e a Polícia Militar do Pará, e as medidas de segurança seguem mantidas no local, sem interrupção das atividades”, destacou a PF em comunicado.

O governo federal informou mais cedo nesta sexta que está investigando relatos de ameaças de ataques da facção criminosa Comando Vermelho a uma subestação de energia elétrica em Belém, que está recebendo este mês da cúpula das Nações Unidas sobre o clima COP30.

Segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Verene Energia, empresa responsável pela subestação Belém-Marituba, encaminhou informações relatando “atos de coação e ameaças de ataques” às obras de reforço da instalação, considerada infraestrutura crítica do sistema elétrico nacional.

Essas ameaças teriam sido feitas, de acordo com a pasta, por um indivíduo que se identificou como integrante do Comando Vermelho, que exigiu a suspensão imediata da obra de expansão da subestação e interrupção diária de todas as atividades de operação da instalação a partir das 15h.

O Ministério da Justiça disse que a ameaça foi feita no dia 30 de outubro, dois dias depois da operação policial realizada no Rio de Janeiro para prender lideranças do CV, que deixou ao menos 121 mortos, na ação mais letal da história do Estado.

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Em ofício do Ministério de Minas e Energia encaminhado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a pasta disse que a Verene informou sobre “o impedimento de acesso das equipes de operação à subestação Marituba, a partir das 15 horas, o que poderá ocasionar, em caso de ocorrências, um prejuízo à célere recomposição das cargas da região metropolitana de Belém”.

Ainda no documento, visto pela Reuters, a pasta de energia solicitou a disponibilização de equipe técnica especializada “para contribuir com meios de coibir as ações criminosas” na subestação, diante da “recorrência de casos”, da “intensificação de ataques criminosos” em ativos do setor elétrico e da proximidade da COP30.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que elaborou um relatório de inteligência relacionado ao caso, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O documento foi enviado para as forças de segurança do Pará, Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da presidência da República.

Em nota, a Verene Energia informou que toda a sua infraestrutura, serviços e equipe estão seguros e funcionando normalmente.

“Como há uma investigação em andamento, não estamos em posição de comentar. Estamos cooperando com as autoridades competentes. Quaisquer dúvidas relacionadas à segurança devem ser direcionadas às autoridades responsáveis”, afirmou.

(Por Ricardo Brito e Letícia FucuchimaEdição de Pedro Fonseca)

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