Gol (GOLL54) dá mais um passo para o adeus à B3, mas há pendência sobre a OPA

há 2 meses 21
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Gol

(Imagem: Divulgação/Gol)

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes (GOLL54) informou ao mercado que foi aprovada a incorporação da companhia e da Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas (GLA), em Assembleia Geral Extraordinária e em Assembleia Geral Especial de Preferencialistas da Companhia, marcando mais um passo no plano de fechar capital.

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A reorganização societária da companhia foi anunciada em meados de outubro. Para a concretização da decisão, a Gol Investment Brasil deverá laçar uma oferta pública de ações (OPA), ainda sem preço por ação definido, uma vez que depende de um laudo de avaliação.

A controladora da empresa aérea, no entanto, já antecipou que não pretende desembolsar mais que R$ 47,25 milhões pelos papéis dos minoritários.

No fato relevante divulgado ao mercado na terça-feira (4), a Gol pontuou que a assembleia especial não reuniu a quantidade mínima de participantes para decidir a instituição responsável para a elaboração do laudo de avaliação para fins da OPA Saída Nível 2.

Por isso, a questão continua pendente e foi marcada nova assembleia especial de preferencialistas para 13 de novembro de 2025, em segunda convocação, que será realizada presencialmente, com possibilidade de envio de boletim de voto à distância.

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A companhia pontuou que os boletins de voto à distância enviados para a tentativa de primeira convocação serão considerados válidos e passarão a contar para a assembleia em segunda convocação, exceto se o acionista enviar um novo boletim com instruções diferentes ou solicitar por e-mail o descarte do voto anterior.

Após a eleição do Avaliador OPA na nova assembleia, a GIB contratará o profissional ou instituição escolhida e dará início ao laudo de avaliação que determinará os parâmetros da oferta pública.

OPA da Gol

Com a concretização da operação, a GLA (Gol Linhas Aéreas, empresa que irá restar) vai incorporar a integralidade do acervo patrimonial da Gol e da Gol Investment Brasil (GIB) e, em contrapartida, os acionistas da companhia e da GIB receberão ações ordinárias de emissão da GLA, nas seguintes proporções:

  • Cada acionista da Gol receberá uma ação ordinária da GLA para cada ação ordinária da companhia, e 35 ações ordinárias da GLA para cada ação preferencial;
  • Tendo em vista que o principal ativo da GIB são as ações da companhia e que a GIB não contabilizou passivos materiais, o único acionista da GIB receberá, em troca de suas ações, a totalidade das ações ordinárias da GLA originalmente destinadas à GIB.

Vale lembrar que o free-float da Gol caiu para apenas 0,78% com o aumento de capital de R$ 12 bilhões realizado pela aérea neste ano. Após a operação, a Gol Investment Brasil (GIB) passou a ser titular de cerca de 99,97% das ações ordinárias da companhia e 99,22% dos papéis preferenciais.

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A B3 havia concedido prazo para a empresa se adequar o capital em circulação para o mínimo de 25% até janeiro de 2027. A empresa, porém, optou por lançar a OPA para tirar os papéis da bolsa.

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