Fraudes na Black Friday Brasil: IA e dados vazados elevam o risco no comércio eletrônico

há 2 meses 18
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A Black Friday, um dos momentos de maior volume no varejo digital, atrai a atenção de criminosos. A data deve registrar um faturamento de R$ 13 bilhões no mercado brasileiro, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce. Dados da Equifax BoaVista indicam que o evento é um dos períodos com maior incidência de tentativas de fraudes no comércio eletrônico.

O que, quando e onde as fraudes ocorrem

O evento ocorre no varejo digital brasileiro, e os criminosos utilizam a data para aplicar golpes. Na última Black Friday, o ticket médio de casos de fraude foi de R$ 1.371,87. O índice de fraude, que é a relação entre pedidos suspeitos e casos bloqueados, atingiu 4,4%.

Como os golpistas atuam e por que o risco aumenta

Criminosos têm recorrido a novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA) generativa e deep fakes de voz e vídeo. Essas ferramentas são usadas para explorar falhas em sistemas de autenticação e criar fraudes financeiras altamente personalizadas. A tecnologia é a base das tentativas de golpe.

O uso de dados reais de consumidores, acessados por meio de vazamentos, é uma tendência. Golpistas identificam contas ativas ou inativas em e-commerces para burlar sistemas de matches de informações, o que dificulta a identificação das fraudes. O público idoso, com menos conhecimento em tecnologia, também é alvo, pois possui dados consolidados e patrimônios duradouros.

Márcio Souza, Superintendente de Operação Antifraude da Equifax BoaVista, afirma que o objetivo da defesa é atuar de forma preventiva em toda jornada do usuário, oferecendo uma experiência com atrito controlado aos que buscam promoções. Souza destaca que o investimento em educação é importante para a identificação de novos formatos de golpe.

Estratégias de Defesa Antifraude para a Black Friday

A Equifax BoaVista destacou pontos de atenção para que as empresas ajustem suas estratégias de antifraude antes da data promocional:

  1. Validação de Dados Cadastrais: O uso de dados reais de clientes exige que os varejistas validem os cadastros, mesmo que isso crie atrito ao usuário. Um cadastro atualizado é essencial para a segurança e a capacidade de decisão, aumentando as chances de bloquear o uso indevido de uma conta.
  2. Decisões Guiadas por Dados: A quantidade e a forma como os dados são capturados em uma transação auxiliam na precisão das estratégias de antifraude. Analisar perfis de usuários e seus comportamentos permite distinguir entre clientes reais e golpistas.
  3. Múltiplas Camadas de Proteção: O uso de uma única tecnologia antifraude é ineficaz. A combinação de ferramentas preditivas, regras e múltiplas camadas de proteção é mais eficiente. Soluções de biometria comportamental, autenticação multifator (MFA) e a plataforma de antifraude são importantes na prevenção. O investimento em IA preditiva, tokenização, criptografia e arquitetura Zero Trust (ZTA) garantem resiliência digital.
  4. Prevenção de Fraude vs. Prevenção de Vendas: Estratégias adequadas de prevenção à fraude em todas as etapas do processo são um diferencial competitivo. Soluções equilibradas aumentam a segurança, reduzem perdas e fortalecem a confiança na experiência de compra.
  5. Gestão de Fraudes Aprovadas: Mesmo fraudes aprovadas não são o fim da operação. Existem soluções para a gestão de casos. Negociar em tempo de reversão e aprender com chargebacks são estratégias que geram insights e ações corretivas.
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