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As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro tiveram impacto negativo na percepção do governo, segundo análise do diretor do instituto Quaest, Felipe Nunes.
O pesquisador afirma que a fala de Lula, sugerindo que traficantes seriam “vítimas dos usuários”, repercutiu mal e interrompeu a trajetória de melhora na popularidade do presidente observada desde julho.
“As falas de Lula sobre a operação no Rio repercutiram mal. No país, 81% discordaram da declaração — proporção semelhante à vista no Rio de Janeiro há uma semana”, disse Nunes em publicação no X.
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O levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (12), mostra que a aprovação de Lula caiu e a desaprovação voltou a subir, revertendo a tendência positiva registrada nos últimos quatro meses. Os índices agora configuram empate técnico, o mesmo cenário visto em outubro.
O que pesou na avaliação
Segundo Nunes, três fatores explicam o resultado. Entre os pontos positivos para o governo estão a melhora na percepção sobre a inflação — caiu de 63% para 58% a parcela da população que considera que os preços subiram — e o encontro de Lula com Donald Trump, que elevou a imagem do presidente entre parte do eleitorado.
No entanto, a fala sobre a operação no Rio pesou mais: 81% dos entrevistados discordam da declaração sobre os traficantes, e 57% também rejeitam a avaliação de Lula de que a ação policial foi “desastrosa”.
Recuo entre eleitores independentes
O impacto foi mais forte entre o eleitorado independente, que de dizem “nem lulista, nem bolsonarista”. Nesse grupo, a desaprovação subiu de 48% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 46% para 43%. É o primeiro recuo consistente desde agosto de 2025.
Para Nunes, o tema da segurança pública rompeu o avanço que vinha sendo impulsionado por pautas econômicas.
“Se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor de Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente”, avaliou.
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há 2 meses
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