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China aumenta exportações para Ásia, África e América Latina para compensar queda com o EUA
O crescimento das exportações da China acelerou em setembro, impulsionado por fabricantes que encontraram compradores em mercados além dos Estados Unidos, enquanto um acordo tarifário com o presidente Donald Trump continuava indefinido e os investidores lidavam com os novos ataques na guerra comercial.
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As exportações da segunda maior economia do mundo subiram 8,3% em setembro na comparação anual, segundo dados da alfândega divulgados nesta segunda-feira (13), acima do aumento de 4,4% registrado em agosto e superando a previsão de crescimento de 6,0% em uma pesquisa da Reuters.
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As importações cresceram 7,4%, frente a um ganho de 1,3% no mês anterior e acima da estimativa de alta de 1,5%.
Nenhum outro país se aproxima do poder de consumo dos Estados Unidos, que já absorviam mais de US$ 400 bilhões em produtos chineses por ano. Mas os formuladores de políticas econômicas estão apostando que os fabricantes aumentem as vendas para a Ásia, África e América Latina para compensar as restrições comerciais e manter a economia chinesa, orientada para exportação e avaliada em US$ 19 trilhões, no caminho para atingir a meta oficial de crescimento anual de cerca de 5%.
A China parece estar aumentando sua margem de manobra antes das conversas previstas entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping ainda este mês. Na semana passada, o país impôs controles de exportação sobre vários novos elementos de terras raras e aumentou a fiscalização sobre usuários de semicondutores, elevando o risco de uma nova crise de fornecimento para consumidores nos EUA e na Europa.
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As duas superpotências parecem estar com dificuldades para encontrar um caminho além da atual trégua tarifária, uma pausa de 90 dias iniciada em 11 de agosto e que termina por volta de 9 de novembro.
Autoridades dos EUA e da China se reuniram após a cúpula de Madri no mês passado, amplamente vista como um avanço graças ao acordo sobre o TikTok, para discutir questões técnicas que já existiam antes daquele encontro.
Enquanto isso, os exportadores chineses têm avançado em outros mercados. As exportações para a rival regional Índia atingiram um recorde histórico em agosto, segundo os dados mais recentes da alfândega, e os embarques para a África e o Sudeste Asiático caminham para recordes anuais.
O superávit comercial da China caiu para US$ 90,45 bilhões em setembro, ante US$ 102,33 bilhões em agosto, ficando abaixo da projeção de US$ 98,96 bilhões.
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Apontando para a demanda doméstica ainda fraca, as exportações da Coreia do Sul para a China, consideradas um indicador avançado das importações chinesas, subiram apenas 0,5% no mês passado, segundo dados recentes de Seul.
Um sinal de otimismo surgiu no final de setembro, quando o órgão de planejamento estatal da China anunciou que vai destinar 500 milhões de yuans (US$ 70,15 milhões) por meio de ferramentas financeiras baseadas em políticas para acelerar projetos de investimento, como parte dos esforços de Pequim para apoiar a economia em desaceleração.
O anúncio veio tarde demais para influenciar os dados de setembro, com a atividade industrial do mês, bem como as vendas no varejo e a produção industrial de agosto, ainda fracas, enquanto analistas observam se Pequim anunciará novos estímulos ou um avanço nas negociações com a administração Trump.
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há 3 meses
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