EUA enviam carta ao Rio com condolências por morte de policiais em operação

há 2 meses 15
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James Sparks, um representante da Divisão Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) enviou uma carta ao secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor Santos, expressando solidariedade e pesar pelas mortes de policiais ocorridas durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão na última semana.

“É com profundo pesar que expressamos nossas mais sinceras condolências pela trágica perda dos quatro policiais que tombaram no cumprimento do dever, durante a recente Operação Contenção no Complexo do Alemão. Sabemos que a missão de proteger a sociedade exige coragem, dedicação e sacrifício, e reconhecemos o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas em defesa da segurança pública”, afirma Sparks em documento.

O representante também ressaltou o respeito e admiração pelo trabalho das forças de segurança do Estado, além de colocar a divisão americana à disposição para “qualquer apoio que se faça necessário”.

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“Receba, Senhor Secretário, nossos votos de força e consolo diante dessa irreparável perda”, acrescentou.

O documento era timbrado com o selo oficial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, órgão ao qual a DEA está subordinada. A assinatura de James Sparks também fazia referência ao Consulado-Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.

Foram 121 mortes na operação contra o Comando Vermelho, realizada no dia 28 de outubro. Quatro dos falecidos eram policiais, sendo dois civis e dois militares. De acordo com a polícia, as outras 117 pessoas possuíam envolvimento com o tráfico de drogas.

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Os policiais mortos são:

  • Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, comissário da 53ª DP (Mesquita);
  • Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
  • Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Bope;
  • Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.

De acordo com o jornal O Globo, o governo do Rio entregou à embaixada americana um relatório, no início deste ano, que sugere sanções econômicas a “aliados econômicos” da facção no exterior, e estaria trabalhando para que traficantes sejam considerados terroristas pelos EUA.

Após o episódio, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de abertura de inquérito contra o governador Cláudio Castro (PL), por “potenciais crimes contra o Estado Democrático de Direito”.

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