Envelhecimento capilar: a nova aposta do Grupo Boticário para crescer

há 2 meses 28
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O mercado de produtos capilares vive um momento de expansão acelerada — e o Grupo Boticário quer liderar esse movimento. A categoria tem 96% de penetração nos lares brasileiros e movimenta mais de US$ 6 bilhões por ano no país, com projeção de chegar a US$ 7,7 bilhões até 2028, segundo a Mordor Intelligence. O Brasil representa 12% do market share global, o equivalente a um em cada quatro condicionadores vendidos no mundo.

De olho nesse potencial e nas mudanças de comportamento dos consumidores, o Grupo Boticário quadruplicou a receita com a categoria de cabelos nos últimos quatro anos e projeta crescer acima da média de mercado até 2028. Para sustentar essa expansão, a companhia inaugurou o Centro de Pesquisa e Ciência Capilar, em São José dos Pinhais (PR), um polo dedicado ao desenvolvimento de tecnologias proprietárias, ao estudo da biologia dos fios e à criação de soluções personalizadas para os diferentes tipos de cabelo presentes no território brasileiro.

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Um dos principais focos é compreender o envelhecimento capilar — e como isso pode trazer mais faturamento para o grupo. “Um a cada quatro brasileiros terá mais de 60 anos daqui duas décadas e há necessidades diferentes para atender essa população”, diz Gustavo Dieamant, diretor executivo de P&D do Grupo Boticário.

Segundo Marcela de Masi, diretora executiva de Branding e Comunicação do Grupo Boticário, a maior parte dos consumidores da categoria são mulheres e o objetivo é compreender como o aumento da idade e fases como a menopausa influenciam na saúde do cabelo e do couro cabeludo. “É sobre promover bem-estar e autoconhecimento com base em ciência e tecnologia”, afirma.

A executiva explica que o centro também foi criado para responder à uma nova fase de consumo — mais informada, experimental e personalizada. “A intenção é atrair o cliente que quer ser o protagonista do seu cuidado”, afirma. “Queremos dar ferramentas para que as pessoas possam aprender e identificar sozinhas a necessidade do seu fio. O consumidor de hoje tem muito conhecimento e o nosso papel é ajudar a traduzir isso em prática, sem depender necessariamente de um especialista.”

Inovação aberta e parcerias científicas

Instalado dentro da principal fábrica do grupo no Paraná, o centro atua em quatro frentes: diversidade capilar, saúde do couro cabeludo, personalização com base em tecnologia e sustentabilidade. A iniciativa tem parceiros como o Hospital Israelita Albert Einstein  e  a instituição americana TRI Princeton, referência mundial em pesquisa sobre cabelo e couro cabeludo.

O novo centro  integra a estratégia da companhia com a inovação e com o compromisso de destinar R$ 13 milhões para pesquisas científicas em 2025, com projeção de crescimento de 20% nos próximos anos. O espaço reúne pesquisadores e especialistas em P&D e opera em modelo de inovação aberta para acelerar os estudos e desenvolvimento de novas aplicações.

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Biotecnologia e sustentabilidade

Um dos primeiros resultados do novo centro é o BioRadiance, ativo biotecnológico proprietário desenvolvido em parceria com a Embrapa e a empresa espanhola Provital. O ingrediente é resultado de uma extensa pesquisa nas águas doces do Cerrado brasileiro, onde foi encontrada uma potente microalga com componentes comprovadamente eficazes para cuidados com os cabelos, garantindo até 95% de proteção da cor e 33% de resistência dos fios. A partir desta descoberta, o Grupo Boticário prevê lançar produtos capilares usando o princípio ativo nos próximos anos.

Outros projetos em andamento incluem o mapeamento da microbiota do couro cabeludo brasileiro, conduzido com apoio da Embrapii e do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, e o uso de bioinformática e sequenciamento genético para compreender a saúde capilar ao longo do tempo. O grupo também trabalha em tecnologias de diagnóstico capilar avançado, que permitirão análises detalhadas de fios e couro cabeludo em salões, além de experiências em lojas e ativações nas plataformas de e-commerce.

Expansão e estratégia industrial

 Durante o evento de inauguração do centro, a companhia reuniu médicos e pesquisadores para discutir temas como o envelhecimento dos fios, a queda capilar associada ao uso de medicamentos emagrecedores e novas tendências em biotecnologia aplicada à beleza. “Queremos estar na vanguarda das discussões da categoria capilar, pois essa é uma forma de diferenciação em um mercado extremamente competitivo”, diz Marcela.

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A criação do centro faz parte de um plano de investimento em pesquisa e expansão industrial. Além da ampliação em andamento na fábrica de São José dos Pinhais, o grupo constrói uma nova unidade em Minas Gerais, que receberá R$ 1,8 bilhão em investimentos, deve gerar 800 empregos diretos e ampliar em 50% a capacidade produtiva do Grupo Boticário até 2028.

A estrutura de inovação inclui ainda o Centro de Pesquisa do Olfato, inaugurado em 2021, Centro de Pesquisa da Mulher (2025) e o Centro de Pesquisa da Pele, que será inaugurado em breve, formando um ecossistema integrado de ciência e desenvolvimento.

Com presença em mais de 40 países, 21 mil colaboradores e cerca de 4 mil lojas, o Grupo Boticário busca consolidar uma estratégia que combina ciência, sustentabilidade e competitividade para seguir o ritmo rápido de crescimento. No ano passado, as vendas totais do grupo somaram R$ 35,7 bilhões, alta de 19% em relação a 2023.

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