Dividendos tributados: O que pensa Luiz Barsi, que fez fortuna com estratégia

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(Imagem: Divulgação)

Um dos grandes temores do mercado se confirmou: os dividendos passarão a ser tributados, como forma de compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o desconto progressivo para rendas de até R$ 7.350.

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Segundo o texto aprovado, proventos mensais superiores a R$ 50 mil, pagos por uma mesma empresa a um único acionista, serão tributados em 10% na fonte.

Além disso, todos os rendimentos anuais, incluindo lucros e dividendos não retidos, entrarão na base de cálculo do Imposto de Renda.

Quem receber mais de R$ 600 mil por ano terá alíquota progressiva, que pode chegar a 10% para rendimentos de até R$ 1,2 milhão.

No caso de lucros e dividendos recebidos no exterior, a alíquota também será de 10% na fonte para valores acima de R$ 50 mil, com exceções para distribuições aprovadas até 2025, governos estrangeiros, fundos soberanos e entidades de previdência.

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O que pensa Luiz Barsi, o “rei dos dividendos”

Na Bolsa, a estratégia de ganhar dinheiro com dividendos ficou famosa com Luiz Barsi, o maior investidor pessoa física do país, com patrimônio estimado em mais de R$ 2 bilhões.

Em setembro — portanto, antes da aprovação da medida pelo Congresso —, Barsi comentou o tema durante o AGF Day, em São Paulo.

Ele lembrou que os dividendos já foram tributados no Brasil no passado.

“A nossa Constituição proíbe a bitributação, ou seja, que um mesmo valor seja tributado duas vezes. Por conta disso, foi banida aquela tributação de 10% sobre os dividendos”.

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Desde então, lembra, desde a década de 1980, mais precisamente entre 1980 e 1982 — o dividendo deixou de ser tributado no Brasil.

Segundo o investidor, a defesa da taxação parte principalmente da esquerda, que, em sua visão, “costuma ter uma postura de terrorismo tributário, querendo tributar tudo o que for possível”.

Ainda assim, Barsi garante que a mudança não altera sua estratégia.

Ele argumenta que a maioria das empresas já paga proventos na forma de JCP (juros sobre capital próprio), que já são tributados em 15% — portanto, não haveria grande novidade prática.

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Ainda segundo Barsi, na época em que os dividendos eram tributados, muitas empresas deixavam de pagá-los.

Em vez disso, recompravam ações para tesouraria e depois as distribuíam aos acionistas, fugindo assim da tributação.

“Acredito que isso poderia voltar a acontecer se os dividendos voltarem a ser tributados”, afirmou.

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