Desktop tem alta de 8% na receita, mas lucro cai

há 2 meses 17
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Letreiro na sede da Desktop

A Desktop divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025 com aumento de eficiência operacional e maior geração de caixa. A receita líquida foi de R$ 311 milhões, com alta de 8% em relação ao mesmo período de 2024. O EBITDA ajustado alcançou R$ 164 milhões, crescimento de 11%, com margem de 53%. O lucro líquido ajustado somou R$ 35 milhões, queda de 26% na comparação anual. A geração de FCO + CAPEX ajustado totalizou R$ 75 milhões, desempenho 187% superior ao 3T24.

Redução do custo da dívida e nova emissão

Em outubro, a companhia concluiu a 9ª emissão de debêntures, no valor de R$ 800 milhões, com vencimento em 2032. O pré-pagamento da 6ª emissão, previsto para os próximos dias, permitirá redução do custo médio da dívida de CDI + 0,8% ao ano para CDI + 0,3% ao ano, em base pro forma. Ao final de setembro, a Desktop possuía R$ 353 milhões em caixa e R$ 1,54 bilhão em dívida líquida, equivalente a 2,35 vezes o EBITDA pró-forma anualizado. A dívida líquida ampla, incluindo arrendamentos, chegou a R$ 1,64 bilhão (2,50x EBITDA).

Expansão da base e da cobertura

A base de clientes cresceu 8% em 12 meses, atingindo 1,198 milhão de casas conectadas. Foram 23 mil adições líquidas orgânicas no trimestre. A empresa chegou a 200 cidades atendidas, com 4,8 milhões de casas passadas (HPs) e 58 mil quilômetros de rede óptica – sendo 10 mil km de backbone e 47 mil km de rede de acesso FTTH. As vendas digitais representaram 56% do total no período.

Resultados operacionais e de eficiência

A empresa registrou evolução no controle de custos e despesas, refletida na expansão da margem EBITDA ajustada em 1,7 ponto percentual. A depreciação e amortização somaram R$ 66,9 milhões, aumento de 23%, impulsionado pelos investimentos em rede e tecnologia. O resultado financeiro negativo foi de R$ 70,9 milhões, impactado pela elevação dos juros e menor saldo médio de caixa. Esses fatores levara à queda do lucro líquido.

O FCO ajustado alcançou R$ 163 milhões, enquanto o CAPEX ajustado foi reduzido para R$ 88 milhões, o equivalente a 28% da receita líquida do trimestre. A geração de caixa consolidada, medida por FCO + CAPEX ajustado, teve crescimento de 112% em relação ao segundo trimestre de 2025.

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