DE-CIX defende interconexão para reduzir latência de satélites

há 2 meses 19
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Para a operadora de troca de tráfego DE-CIX, a consolidação do satélite como parte da infraestrutura global de Internet depende de uma integração maior entre redes espaciais e terrestres. Segundo o CEO da companhia, Ivo Ivanov, esse objetivo passa pelo foco em infraestrutura de interconexão.

"O próximo passo deve ser construir as rotas de interconexão corretas, tanto na Terra quanto acima dela. Essas rotas permitirão que a tecnologia de satélite tenha as conexões de baixa latência de que precisa para suportar demandas como, por exemplo, inferência de IA [inteligência artificial]  em tempo real", comentou o executivo nesta sexta-feira, 7.

"O objetivo é fazer com que esses ecossistemas espaciais sejam tão responsivos e confiáveis quanto os que existem no solo, para que, independentemente de onde os usuários estejam, na Terra ou no céu, eles não precisem abrir mão da conectividade", disse Ivanov.

De acordo com o CEO, iniciativas como o Space-IX, da DE-CIX, e o projeto Ofelias, da Agência Espacial Europeia (ESA), têm justamente o objetivo de otimizar a troca direta de dados entre satélites em órbita baixa e redes terrestres, e até entre diferentes redes espaciais.

Starlink na aviação

Os comentários de Ivo Ivanov se deram após a companhia aérea British Airways anunciar, nessa quinta-feira, 6, um acordo com a operadora Starlink para oferecer Wi-Fi gratuito para os passageiros da empresa a partir de 2026. A medida faz parte de um plano de transformação da empresa avaliado em 7 bilhões de libras.

De acordo com a DE-CIX,  a decisão da British Airways de adotar Starlink na frota demonstra como a conectividade por satélite está se tornando parte fundamental da infraestrutura global de Internet.

"A companhia aérea iniciará a implementação do Starlink em 2026. Assim que estiver totalmente instalado, todos os clientes, independentemente da classe em que estiverem viajando, terão acesso gratuito ao serviço para streaming, trabalho e comunicação", afirmou a British Airways em comunicado à imprensa.

Conectividade global

Segundo o executivo da operadora de troca de tráfego, esse movimento reforça a crescente expectativa de que os usuários permaneçam conectados em qualquer lugar, mesmo inclusive a bordo de um avião a 38 mil pés de altitude.

"Onde antes o satélite era visto como uma opção de backup, ele está sendo cada vez mais considerado parte da espinha dorsal da conectividade global", afirmou.

De acordo com Ivanov, a tecnologia e a demanda pública já estão prontas, mas a latência ainda representa um desafio para a adoção ampla dessa tecnologia. "Isso pode até não importar para alguém lendo e-mails a bordo de um voo intercontinental, mas é a maior barreira para que a conectividade via satélite alcance adoção ampla em todos os casos de uso", disse.

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