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Criminosos invadiram o Museu do Louvre neste domingo (19) e levaram nove peças da coleção de Napoleão, da galeria de Apolo. O roubo durou cerca de sete minutos e os ladrões fugiram em scooters. Uma investigação já começou e um inventário das peças roubadas está sendo feito – já se sabe que foram levados um colar, uma tiara e um broche.
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, admitiu que há uma “grande vulnerabilidade nos museus franceses” e afirmou que as autoridades estão analisando vídeos, comparando o caso com outros roubos semelhantes e tentando fechar brechas de segurança.
“Tudo está sendo feito para que possamos encontrar os autores o mais rápido possível e estou otimista”, declarou.
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A ministra da Cultura, Rachida Dati, confirmou nas redes sociais que as investigações estão em andamento e que não há feridos. O museu permanece fechado “por motivos excepcionais”, informou a instituição em publicação no X (antigo Twitter).
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram visitantes saindo da área interna do museu, enquanto a polícia isolava os acessos à Pirâmide do Louvre e às margens do Sena. Segundo Nuñez, “foi necessário evacuar as pessoas […] principalmente para preservar as pistas e indícios, para que os investigadores pudessem trabalhar com tranquilidade”.
O caso vem chamando a atenção no mundo todo, mas não é a primeira vez que o Louvre enfrenta uma situação como essa. Ao longo do tempo, o que deve ser o museu mais famoso do mundo, já teve que lidar com alguns roubos, incluindo o furto da Monalisa e saque nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Confira:
O roubo da Mona Lisa em 1911
Em 21 de agosto de 1911, Vincenzo Peruggia, um trabalhador italiano, roubou a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, do Louvre. Disfarçado de funcionário do museu, ele se escondeu durante a noite e retirou a pintura na manhã seguinte.
O roubo só foi percebido no dia seguinte. A obra foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la em Florença, Itália.
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Vandalismo à Mona Lisa
Uma das pinturas mais famosas de todos os tempos, a Mona Lisa já sofreu alguns ataques ao longo da história.
Em 1956, a obra sofreu dois ataques: um com uma lâmina de barbear e outro quando um homem boliviano lançou uma pedra, causando danos leves que foram reparados.
Em 1974, durante uma exposição em Tóquio, uma mulher entrou no museu carregando tinta spray vermelha e pulverizou o vidro que protege a Mona Lisa. Graças ao vidro protetor, a obra não foi danificada.
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Em Paris, em 2009, uma mulher russa que protestava após ter seu pedido de cidadania francesa negado quebrou uma xícara de chá contra a Mona Lisa, mas o vidro protetor evitou danos.
Em 2022, um homem espalhou bolo sobre a Mona Lisa em protesto contra as mudanças climáticas, sem causar danos à obra.
Mais recentemente, em 2024, ativistas ambientais jogaram sopa no vidro à prova de balas que protege a Mona Lisa, como forma de protesto pela agricultura sustentável. A pintura permaneceu intacta.
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Saques nazistas na Segunda Guerra Mundial
Durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial, as obras do Louvre estiveram sob risco de roubo. Sob a direção de Jacques Jaujard, muitas peças foram evacuadas e escondidas.
Apesar disso, algumas obras foram confiscadas pelos nazistas. Após a guerra, esforços foram feitos para recuperar e devolver essas peças saqueadas. Os itens recuperados são marcados com “MNR” (Musées Nationaux Récupération) para controle da restituição.
“A Onda”
Em 1971 a pintura “A Onda” de Gustave Courbet foi roubada por ladrões profissionais e nunca foi recuperada. O episódio ainda é um mistério.
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Tentativa de roubo
Em 1983, ladrões tentaram roubar “A Liberdade Guiando o Povo”, de Eugène Delacroix, que retrata a Revolução Francesa de 1830. O grupo foi capturado antes de fugir, e a obra não sofreu danos.
Roubo de Armaduras
Duas peças renascentistas, um capacete e uma couraça ornamentados, doados pela família Rothschild em 1922, foram roubados em 1983.
O Louvre recuperou as peças somente 40 anos depois, em 2021, após um especialista militar em Bordeaux identificá-las.

há 2 meses
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