ANUNCIE AQUI
Após uma disparada de cerca de 11% das ações na véspera com a queda dos juros futuros, a sessão é de fortes baixas para o ativo da CVC (CVCB3) em meio à divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25).
Além disso, a companhia de turismo deve reduzir o ritmo de abertura de lojas no Brasil e Argentina no próximo ano, após inaugurar cerca de 200 lojas, segundo a previsão da empresa para 2025, afirmou o presidente-executivo, Fabio Godinho, durante teleconferência.
Às 14h55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (12), os ativos caíam 8,33%, a R$ 1,87.
Análise de Ações com Warren Buffett
Com relação aos resultados, a companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 62,5 milhões no terceiro trimestre, 35,6% superior ao registrado no ano anterior. O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado foi de R$ 130,5 milhões no período, montante 4,7% acima do apurado no terceiro trimestre de 2024, com margem de 34,6%, maior nível desde 2019, um ano antes da pandemia.
O Itaú BBA aponta que o lucro ficou abaixo do esperado devido ao fraco desempenho do segmento B2C (Business to Consumer); o fluxo de caixa livre foi o ponto positivo graças a contas a receber. As reservas já contratadas cresceram 13,8% ano a ano (a/a), enquanto a receita líquida aumentou 3,6% a/a para R$ 377 milhões (-3,5% versus as suas projeções), com o desempenho mais fraco do segmento B2C no Brasil contribuindo para o resultado abaixo do esperado.
O Ebitda ajustado da empresa (excluindo IFRS 16) atingiu R$ 115 milhões (-6,5% versus a estimativa do BBA), com margem de 30,5% (-2,8 pontos percentuais, ou pp, a/a e -1,0 pp versus as projeções), pressionado por maiores despesas de marketing no Brasil.
Continua depois da publicidade
Leia também:
- Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2025 da Bolsa brasileira
- Temporada de balanços do 3T25 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho
O prejuízo líquido ajustado (excluindo IFRS 16) foi de R$ 33 milhões (versus a sua estimativa de -R$ 10 milhões), impactado por resultados financeiros mais fracos e impostos mais altos. Do lado positivo, o fluxo de caixa livre (FCF) totalizou R$ 110 milhões (em linha com a sua previsão), impulsionado pelo sólido desempenho do capital de giro na Argentina. O Ebitda ajustado (incluindo recebíveis descontados) fechou o trimestre com queda de 0,2 vez (x) em relação ao trimestre anterior, para 3,2x (contra a sua previsão de 3,1x).
“Acreditamos que, daqui para frente, os investidores se concentrarão na capacidade da empresa de sustentar sua tendência de desalavancagem”, aponta o BBA.
Como uma visão mais positiva, os resultados ficaram em linha com expectativas e mostrando forte controle de custos. A receita, por sua vez, ficou, 3% abaixo do consenso. As reservas aumentaram 15,4% ano a ano, mas taxa de comissão caiu para 8,6% (-80 pontos-base). O Santander tem recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 2,50; já o BBA tem recomendação equivalente à compra, com target de R$ 3.
Redução do ritmo
Em declaração durante teleconferência após o balanço, a companhia de turismo apontou a redução do ritmo de abertura de lojas no Brasil e Argentina no próximo ano. ‘Mantemos o ‘guidance’ de aberturas de cerca de 200 lojas no Brasil e Argentina (em 2025)…Obviamente que ano que vem deve ser um pouco abaixo disso’, disse o executivo em conferência com analista.
‘Ainda continua muito interesse de franqueado principalmente nas cidades do interior, onde não tem canibalização com outras lojas’, acrescentou o executivo, citando que a CVC já tem 2 mil potenciais locais de abertura de lojas em cidades de até 15 mil habitantes.
Continua depois da publicidade
O executivo citou que a CVC continua com perspectiva ‘bastante positiva’ sobre o mercado de viagens internacionais no quarto trimestre e avaliou que em 2026 as companhias aéreas Gol e Latam vão crescer ‘muito mais rapidamente’ que a Azul, que está atualmente em recuperação judicial.
A CVC tem uma relação mais próxima com Gol (GOLL54) e Latam, o que não acontece com a Azul uma vez que a empresa possui sua própria companhia de turismo, a Azul Viagens, afirmou o executivo.
No fronte marítimo, Godinho citou que atualmente três companhias de cruzeiros demonstram interesse em entrar no Brasil e que isso deve produzir um cenário de maior oferta em 2026 ante redução ocorrida neste ano. O executivo afirmou que a CVC atualmente é responsável por um terço das vendas de cruzeiros no Brasil.
Continua depois da publicidade
(com Reuters)

há 2 meses
17








Portuguese (BR) ·