Cresce a lista de interessados em comprar a Oi Soluções

há 2 meses 24
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A Oi S.A., em recuperação judicial, está sob intervenção judicial e buscando alternativas para afastar a possibilidade de falência, mantendo funcionais todos os serviços que atualmente presta. A principal operação da companhia hoje, em termos de geração de receita, é a Oi Soluções, seu braço de TI, serviços B2B e governamentais – e este ativo tem atraído olhares interessados do mercado. A lista de potenciais compradores já tem sete grupos ou consórcios, formados por empresas com perfis bastante diversos entre si.

Demonstraram interesse inicial no ativo:

  1. Claro – operadora nacional móvel, de banda larga larga, TV paga, serviços de TI corporativos e governamentais
  2. TIM – operadora nacional móvel, de banda larga fixa, serviços de TI corporativos
  3. Octea – grupo especializado em serviços de TI
  4. Datora – grupo que já comprou parte da carteira de clientes STFC da Oi
  5. TIP – operadora que atende ISPs para comercialização de STFC, MVNO e streaming
  6. ATV – do grupo Ativa Telecom
  7. Jive – fundo especializado em ativos “estressados”

Uma fonte a par do assunto disse ao Tele.Síntese, sob a condição de anonimato, que as conversas ainda são preliminares e não há prazos na mesa para que os negócios sejam fechados, tampouco já se definiu como será a arquitetura de venda da Oi Soluções.

As conversas, no momento, analisam várias possibilidades, como o fatiamento da carteira, segregação de negócios de TI dos de telecomunicações, carteiras governamentais, por região do país ou mesmo por produto. Até a separação do tridígito (Polícia, Bombeiros, SAMU) é considerada. Atualmente, a Oi Soluções é responsável por 4 mil tridígitos nos diversos municípios e estados brasileiros.

A Anatel está envolvida nas conversas, discutindo como viabilizar a transferência céleres do tridígito para outras empresas. A conversa passa, inclusive, pelo uso do Fust ou das garantias para a manutenção do serviço junto a novo operador.

Para executivo do setor ouvido em condição de anonimato, o que se está buscando é uma saída capaz evitar a falência da Oi. “O número de interessados mostra que há como garantir a manutenção do serviço, um bom indicativo para a sociedade e o mercado de que não haverá ruptura, a prestação do serviço da Oi Soluções prosseguiria, os recursos humanos, além da carteira, também fariam parte do negócio”, observa.

Para outro, que também prefere não se identificar, o perfil diversificado de interessados mostra que a venda não “é óbvia”. Ou seja, que não será necessariamente efetuada, menos ainda que será encampada por um player de telecom. “Empresas mais estratégicas, com redes nacionais, como Claro ou TIM, estão em posição melhor para negociar do que a Oi”, acrescenta.

Caso a venda da Oi Soluções se confirme – a companhia ainda não liberou acesso aos dados para due diligence -, a Oi ainda teria a fatia na V.tal para ofertar ao mercado. Na análise de fonte ouvida por este noticiário, as transações levantariam dinheiro suficiente para quitação das dívidas com credores. Para outra, a venda da fatia na V.tal pode se dar sem qualquer injeção de capital, via troca de ações ou dação em pagamento a credores, como previsto no plano de recuperação judicial homologado em 2024.

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