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O mercado financeiro brasileiro continua entre os mais atrativos em remuneração salarial — e tudo indica que seguirá assim em 2026. Impulsionado por fintechs, digitalização e o avanço da inteligência artificial, o setor vive uma nova fase de sofisticação e competição por profissionais qualificados.
A 18ª edição do Guia Salarial Robert Half comprova isso. Cargos técnicos e estratégicos do setor estão entre os mais bem pagos do país. No topo da lista, Sales Traders e Diretores Executivos (Managing Directors) podem chegar a R$ 86,6 mil por mês, enquanto especialistas em ESG alcançam até R$ 16,7 mil. “Profissionais que dominam finanças, tecnologia e regulação seguem escassos e, por isso, continuam disputados”, destaca a Robert Half.
Por que o setor ainda é o motor dos altos salários
O mercado financeiro cresce à medida que se torna mais complexo. O aumento da regulação, da digitalização e da integração global eleva a relevância de profissionais capazes de transformar essas dinâmicas em resultados concretos.
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Para 2026, a expectativa é de que gestoras independentes, fundos de private equity, bancos digitais e fintechs concentrem a maior parte das novas oportunidades. O avanço da inteligência artificial generativa também deve impulsionar a demanda por analistas e executivos com perfil analítico, domínio de dados e compreensão estratégica dos negócios.
Logo, os cargos tradicionais permanecem em evidência, mas incorporam cada vez mais competências tecnológicas. O mercado passa a valorizar profissionais que utilizam IA e automação como ferramentas complementares à análise e à tomada de decisão financeira.
Cargos que lideram a remuneração
| Cargo | Faixa salarial (média nacional) | Competências que elevam a remuneração |
| Sales Trader / Diretor Executivo (Managing Director) | R$ 56.750 – R$ 86.600 | Finanças Corporativas, Gestão de Riscos, Análise de Dados, Estratégias de Mercado, Fluência em Idiomas |
| CFO (Chief Financial Officer) | R$ 45.000 – R$ 70.000 * (média estimada)* | Análise Financeira Estruturada, IA Generativa aplicada a finanças, Regulamentação Financeira, Liderança Estratégica |
| Especialista de ESG | R$ 11.100 – R$ 16.700 | Big Data, Relatórios de Impacto, Gestão de Indicadores ESG, Compliance |
| Analista de M&A / Associate em Risco de Mercado e Crédito | R$ 12.000 – R$ 20.000 * (média estimada)* | Modelagem Financeira, Valuation Avançado, Análise de Cenários, Aplicações de IA em Risco |
As habilidades que pagam mais
As competências mais valorizadas incluem Finanças Corporativas, Gestão de Riscos, fluência em idiomas e Regulamentação Financeira. Mas os diferenciais estão nas áreas híbridas: IA generativa, análise de dados, Reforma Tributária e estruturação financeira para o mercado de capitais.
O guia aponta que 40% dos gestores estão dispostos a oferecer salários mais altos para quem possui certificações ou especializações nessas áreas. Profissionais capazes de ler dados, antecipar tendências e transformar tecnologia em rentabilidade são descritos pelas gestoras como “decisivos para a próxima década”.
Para quem busca entrar ou crescer no setor, a mensagem é clara: formação contínua não é opcional. Certificações técnicas, MBAs e especializações em finanças e tecnologia são pré-requisitos, assim como fluência em inglês e familiaridade com ferramentas de dados. A capacidade de comunicar insights com clareza diferencia os bons dos indispensáveis.
“A inteligência artificial está reconfigurando o mercado financeiro, não apenas pelas novas ferramentas, mas pela forma como muda o raciocínio dos profissionais. Saber interpretar dados, entender tecnologia e transformar isso em estratégia é o que separa quem opera de quem lidera. IA é o novo idioma da alta performance nas finanças.” — Luis Conduta, Coordenador Acadêmico da XP Educação
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Mesmo com um mercado mais maduro, a disputa por talentos segue acirrada. O setor financeiro brasileiro, que emprega mais de 1 milhão de profissionais, deve continuar como referência em remuneração e inovação em 2026.
A demanda por especialistas técnicos e analíticos não dá sinais de trégua e, quem unir visão estratégica, domínio de tecnologia e conhecimento regulatório, estará um passo à frente.

há 2 meses
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