Conectividade atinge 6 bilhões no mundo, mas desigualdades persistem

há 1 mês 14
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mundo, globo, internetFoto: Pixabay

O relatório Facts and Figures 2025 da União Internacional de Telecomunicações (UIT) revela que a população online mundial cresceu em mais de 240 milhões de pessoas em 2025, totalizando 6 bilhões de usuários (cerca de três quartos da população global). Contudo, 2,2 bilhões de pessoas continuam desconectadas.

Em 2024, a estimativa do universo conectado era de 5,8 bilhões usuários, enquanto os desconectados eram estimados em 2,3 bilhões.

Mesmo com o avanço, o relatório aponta que a nova divisão digital é marcada pela qualidade da conectividade, e não apenas pelo acesso.

Um exemplo é o 5G: existem cerca de 3 bilhões de assinaturas de quinta geração (um terço do total de banda larga móvel) e as redes 5G cobrem 55% da população global. Mas cobertura é extremamente desigual: 84% das pessoas em países de alta renda têm acesso ao 5G, contra apenas 4% nos países de baixa renda.

As divisões digitais ligadas a fatores socioeconômicos, geográficos e de gênero persistem em demais recortes. A porcentagem de pessoas conectadas varia da seguinte forma entre os seguintes grupos:

  • Em países com renda alta (94% usam a Internet) vs. países com renda baixa (23%);
  • Homens (77%) vs. mulheres (71%);
  • Áreas urbanas (85%) vs. áreas Rurais (58%).

Usuários em países de alta renda geram quase oito vezes mais dados móveis do que aqueles em países de baixa renda, evidenciando também uma "lacuna de qualidade". A UIT ainda aponta que o preço da banda larga móvel apenas de dados diminuiu globalmente, mas seguindo inacessível em cerca de 60% dos países de baixa e média renda.

Conectividade significativa

O relatório também destaca a acessibilidade e as habilidades digitais são essenciais para uma "conectividade significativa".

A UIT reiterou que é necessário priorizar não apenas a infraestrutura, mas acessibilidade e habilidades para garantir que todos se beneficiem plenamente da era digital e das tecnologias avançadas, como a inteligência artificial.

"Alcançar essa visão exigirá esforços sustentados e bem direcionados – em infraestrutura, habilidades digitais e sistemas de dados. Trabalhando juntos e direcionando recursos para onde as necessidades são maiores, podemos garantir que ninguém seja deixado para trás e que todos se beneficiem plena e seguramente das oportunidades da era digital", disse o diretor do Bureau de Desenvolvimento das Telecomunicações da UIT, Cosmas Zavazava.

"Dados confiáveis são a base de políticas digitais eficazes e de nossa visão compartilhada de conectar o mundo", completou o diretor.

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