ANUNCIE AQUI
A Bridgewater Associates, uma das maiores gestoras do mundo e fundada em 1975 por Ray Dalio, promoveu uma virada relevante em sua carteira no terceiro trimestre. Informações prestadas aos reguladores na última sexta-feira (14) mostram que a casa diminuiu de forma agressiva posições em grandes nomes da tecnologia, após forte alta nos nove primeiros meses do ano.
O corte mais drástico apareceu em Nvidia. A posição caiu 65%, de 7,2 milhões para 2,5 milhões de ações, derrubando o valor investido de US$ 1,14 bilhão para US$ 468 milhões. Em Alphabet, o ajuste também foi profundo, com redução de 53% no número de ações e queda de US$ 342 milhões em valor de posição – na contramão da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett. Amazon teve redução mais moderada, de 9,6%, enquanto Meta sofreu corte de quase metade.
Leia mais: Ação da Alphabet dispara após Berkshire comprar participação de US$ 4,9 bilhões
A gestora também reduziu participação em Broadcom, movimento que se soma à diminuição da exposição em Microsoft, cuja posição encolheu 36% em ações e 33% em valor de mercado.
Os ajustes reforçam o que os co-CIOs Karen Karniol-Tambour, Greg Jensen e Bob Prince alertaram recentemente aos clientes: riscos crescentes à estabilidade do mercado após um período de forte recuperação dos ativos globais. Em linha com essa leitura, o portfólio passa a refletir menos dependência dos nomes mais sensíveis ao ciclo de expectativas de crescimento e custo de capital.
Além das mudanças em ações específicas, a Bridgewater ampliou significativamente sua posição no ETF Core S&P 500 (IVV), que acompanha o S&P 500, com a fatia saltando 75% em número de cotas e 89% em valor. No SPY, também de S&P 500, houve que de 2% nas cotas.
Continua depois da publicidade
Leia mais: Howard Marks fala em “descuidos” no mercado de crédito, mas descarta risco sistêmico
Na América Latina, destaques para Vale e MELI
Entre as posições menores, a Vale (VALE3) chamou atenção pela alta de 94% no número de papéis e 117% em valor. Apesar desse salto, a fatia segue modesta dentro do portfólio global da gestora, de US$ 80 milhões, ainda distante de qualquer protagonismo.
Já a fatia em Mercado Livre (MELI) é ainda menor de cerca de US$ 62 milhões, mas cresceu de maneira significativa: de menos de 2 mil ações no segundo trimestre para 26,5 mil no terceiro, crescimento de 1.238%.
Principais posições da Bridgewater Associates no 3º trimestre de 2025:
- iShares Core S&P 500 ETF (IVV) – US$ 2,71 bilhões
- SPDR S&P 500 ETF (SPY) – US$ 1,70 bilhão
- Alphabet (GOOGL) – US$ 645 milhões
- Microsoft (MSFT) – US$ 568 milhões
- Salesforce (CRM) – US$ 476 milhões
- Nvidia (NVDA) – US$ 468 milhões
- Lam Research (LRCX) – US$ 464 milhões
- Adobe (ADBE) – US$ 445 milhões
- Booking Holdings (BKNG) – US$ 420 milhões
- GE Vernova (GEV) – US$ 400 milhões
- Uber (UBER) – US$ 353 milhões
- Johnson & Johnson (JNJ) – US$ 318 milhões
- Meta Platforms (META) – US$ 306 milhões
- AMD (AMD) – US$ 290 milhões
- Sea Ltd. (SE) – US$ 287 milhões
- Broadcom (AVGO) – US$ 279 milhões
Principais posições na América Latina:
- Vale (VALE3) – US$ 80 milhões
- Mercado Livre (MELI) – R$ 61,9 milhões

há 1 mês
11








Portuguese (BR) ·