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Muitos empreendedores sonham em um dia acrescentar “milionário” ou até “bilionário” à sua lista de conquistas. Tornou-se um sinal amplamente reconhecido na indústria de que finalmente “chegaram lá” nos negócios. Mas o magnata bilionário dos investimentos Warren Buffett rebateu a noção de que fortunas astronômicas equivalem à excelência.
“A grandeza não surge por meio do acúmulo de grandes quantias de dinheiro, grandes quantidades de publicidade ou grande poder no governo”, escreveu Buffett em sua última carta aos acionistas da Berkshire Hathaway, publicada no começo da semana.
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O “Oráculo de Omaha”, de 95 anos, conhecido como um dos investidores mais bem-sucedidos de todos os tempos, é a 11ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna de US$ 150 bilhões (R$ 794 bilhões).
Mas isso não significa que ele esteja gastando fortunas em mansões ou comprando carros de luxo. Ele foi econômico durante toda a sua carreira profissional, que já dura sete décadas, apesar de ter adicionado bilhões ao seu nome.
Conhecido por comer no McDonald’s, dirigir um carro velho e viver em sua modesta casa em Nebraska, está claro que sua conta bancária não mudou seus hábitos. Em vez de sentir poder ao se esbaldar com os frutos de sua riqueza, Buffett diz encontrar o verdadeiro valor e a grandeza em realizações não materiais.
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“Quando você ajuda alguém de qualquer uma das milhares de maneiras possíveis, você ajuda o mundo”, continuou Buffett. “A bondade não custa nada, mas também é inestimável. Seja você religioso ou não, é difícil superar a regra de ouro como guia de comportamento… Lembre-se de que a faxineira é tão humana quanto o presidente do conselho.”
Recortando cupons do McDonald’s e vivendo em uma casa de US$ 31.500
A regra de ouro de Buffett é que todos devem ser tratados com gentileza e respeito, não importa se construíram uma empresa bilionária ou se ocupam um cargo júnior. E ele trata os líderes empresariais mais poderosos do mundo da mesma forma, sem gastar fortunas em jantares sofisticados para impressioná-los.
O ícone da Berkshire Hathaway é conhecido por passar no McDonald’s para uma refeição barata, escolhendo entre dois hambúrgueres de linguiça, um sanduíche de ovo com queijo ou bacon com ovo e queijo — todos custando menos de US$ 4. Ele gosta tanto da rede de fast food que até levou Bill Gates para almoçar lá anos atrás, em vez de levá-lo a um restaurante requintado.
Certa vez, a dupla estava em um McDonald’s em Hong Kong, e Gates contou que riu quando Buffett se ofereceu para pagar a modesta conta, tirando cupons do bolso. Mas, para o magnata dos fundos de investimento, cada centavo conta.
A mesma filosofia financeira se aplica às grandes compras da vida de Buffett. O veterano CEO ainda vive na mesma casa de cinco quartos e dois banheiros e meio em Omaha, que comprou por US$ 31.500 em 1958.
Hoje, a casa valeria cerca de US$ 1,3 milhão — bem mais acessível do que as mansões luxuosas que Buffett poderia pagar —, mas ele diz que “não a trocaria por nada”. O verdadeiro apego de Buffett à casa está nas lembranças de criar seus três filhos ali, e não em seu valor de mercado.
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Pessoas super-ricas com patrimônios como o de Buffett também podem ser tentadas a gastar em indulgências como carros caros. Mas o magnata dos investimentos não se interessa em dirigir um Lamborghini ou um Aston Martin; certa vez, ele dirigiu um carro de 20 anos porque achava que era mais seguro do que um modelo esportivo de luxo. E, em um determinado momento, sua placa de carro até dizia “THRIFTY” (econômico).
Sejam mansões ou carros esportivos, Buffett evita fazer grandes compras que reflitam sua conta bancária. Na verdade, ele acredita que ceder a esses desejos poderia ser contraproducente para sua felicidade.
“Não acredito que a qualidade de vida aumente junto com os gastos depois de certo ponto”, disse Buffett em uma reunião de acionistas da Berkshire Hathaway em 2014. “Minha vida não seria mais feliz… seria pior se eu tivesse seis ou oito casas ou um monte de coisas diferentes que eu poderia ter. Simplesmente não há correlação.”
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