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O foco dos investidores nesta quinta-feira (30) começa pelos dados econômicos no Brasil. Às 8h, sai o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de outubro, que mede a variação de preços no atacado, na construção civil e nos serviços, referência para reajustes de contratos e aluguéis. Às 14h30, são divulgados o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro, com informações sobre empregos formais, e o fluxo cambial estrangeiro, que mostra a entrada e saída de dólares no país. Mais cedo, às 10h30, o Tesouro Nacional divulga o resultado primário do governo central de setembro, seguido de coletiva.
O calendário de balanços do terceiro trimestre deste ano (3T25) também chama atenção. Gerdau (GGBR3), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Marcopolo (POMO3), Motiva (MOTV3), Multiplan (MULT3) e Vale (VALE3) apresentam resultados que indicam receita, lucro e desempenho operacional em setores que vão da mineração ao transporte e aos imóveis.
Nos Estados Unidos, investidores acompanham os discursos de membros do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, após, na véspera, o comitê reduzir 0,25 ponto percentual na taxa de juros do país, para 3,75% a 4% ao ano, confirmando a expectativa de analistas do mercado. Às 10h55, Bowman, integrante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), fala sobre política monetária e perspectivas econômicas, seguido às 14h20 por Logan, também do Fed.
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Do lado comercial, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta que concordou em reduzir as tarifas sobre produtos chineses, enquanto Pequim comprará soja americana e manterá o fluxo de minerais de terras raras, após uma reunião muito aguardada com o presidente chinês, Xi Jinping.
No exterior, após a divulgação de resultados das big techs Microsoft, Meta e Alphabet, as atenções se voltam para os números de Apple e Amazon nesta quinta. Já o Banco Central Europeu (BCE) divulga sua decisão de política monetária.
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O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Santos, participa às 10h como palestrante do Evento de Reconhecimento de Inovação com Propósito (RECIP) 2025, promovido pela Fenasbac, em Brasília. A atividade é aberta à imprensa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agenda às 10h, no Palácio do Planalto, com o CEO da Be8, Erasmo Carlos Battistella, e o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina, Denis Güven. Às 11h, Lula se reúne com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também no Palácio do Planalto. Às 15h30, o presidente participa de uma reunião com a Comissão Global de Investidores Mining 2030, no Palácio Itamaraty. Por fim, às 17h, ele tem encontro com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Às 15h15, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de evento da Abramge.
Agenda
- Brasil
- 8h – IGP-M (outubro)
- 14h30 – Caged (setembro)
- 14h30 – Fluxo cambial estrangeiro
- EUA
- 10h55 – Discurso de Bowman, Membro do Fomc
- 14h20 – Discurso de Logan, do Fed
INTERNACIONAL
Cúpula Trump-Xi
Trump concordou em reduzir as tarifas sobre produtos chineses, enquanto Pequim comprará soja americana e manterá o fluxo de minerais de terras raras, após uma reunião muito aguardada com o presidente chinês, Xi Jinping. Ele descreveu seu encontro com Xi como “incrível”, dizendo que “em uma escala de 1 a 10, o encontro com Xi foi 12”.
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Os controles de exportação chineses, anunciados em 9 de outubro, serão adiados por um ano, enquanto os EUA também adiarão a implementação das medidas anunciadas em 29 de setembro, que incluíram na lista de entidades americanas as subsidiárias majoritárias de empresas chinesas, informou o Ministério do Comércio da China.
Divergências
A decisão do Fed de cortar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual revelou divergências internas, com Stephen Miran defendendo um corte maior de 0,50 ponto e Jeffrey Schmid votando pela manutenção em 4,25%, enquanto o banco central anunciou que encerrará a redução de seu balanço a partir de novembro, estabilizando-o em cerca de US$ 6 trilhões. Jerome Powell reforçou que não há caminho predefinido para a política monetária, mantendo o foco no mercado de trabalho e nos efeitos das tarifas, o que gerou cautela nos mercados e maior liquidez global.
Investimentos
Donald Trump e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, finalizaram detalhes de um acordo comercial que prevê US$ 350 bilhões (R$ 1,9 trilhão) em investimentos americanos em troca de tarifas mais baixas. O fundo será dividido entre US$ 200 bilhões pagos em parcelas anuais e US$ 150 bilhões em projetos de construção naval, com lucros compartilhados. Trump também mostrou otimismo para a reunião com Xi Jinping, da China, prevista para quinta-feira (30), visando reduzir tarifas sobre produtos chineses e fortalecer o comércio bilateral.
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ECONOMIA
Consignado privado
A taxa média de juros do consignado privado subiu para 58,4% em setembro, enquanto as concessões chegaram a R$ 6,4 bilhões, alta de 5,5% sobre agosto, segundo o Banco Central. O estoque total da modalidade atingiu cerca de R$ 59,5 bilhões, impulsionado pela nova linha para trabalhadores CLT lançada em março. A inadimplência caiu para 5% e o Banco Central projeta que o ritmo de empréstimos pode injetar mais R$ 20 bilhões na economia até o fim do ano.
Confiança da indústria
A confiança da indústria brasileira caiu pelo sétimo mês consecutivo em outubro, com o Índice de Confiança da Indústria (ICI) em 89,8 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou para 94,2 pontos e o Índice de Expectativas (IE) caiu para 85,4 pontos, menor nível desde junho de 2020. O resultado mostra que, apesar do mercado de trabalho aquecido, a indústria permanece pessimista e distante de recuperação da demanda.
POLÍTICA
De olho no fiscal
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta projeto de lei que acabou incorporando trechos da MP 1303, que tratava da taxação de aplicações financeiras na intenção de compensar as contas após o Congresso derrubar parcialmente sua proposta de elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). De acordo com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (PT-RJ), a incorporação dos trechos poderá render R$25 bilhões aos cofres públicos.
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Pronunciamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nas redes sociais sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. Lula afirmou que o crime organizado não pode continuar destruindo famílias e defendeu ação coordenada das polícias sem colocar inocentes em risco. Ele também ressaltou a importância da integração entre governos e citou a PEC da Segurança, enviada ao Congresso para permitir atuação conjunta das forças policiais.
Escritório Emergencial
O governador Cláudio Castro e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado para coordenar ações contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A iniciativa prevê reforço de agentes, inteligência e vagas em presídios federais, sem necessidade de usar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Lewandowski destacou que facções criminosas têm fins lucrativos e que o escritório será um passo inicial para a PEC da Segurança Pública e novas penas para crimes ligados ao tráfico.
Explicação
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o governador Cláudio Castro forneça informações detalhadas sobre a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 119 mortos. A decisão exige relatórios sobre força empregada, agentes, armamentos, uso de câmeras corporais e perícia técnica, além de audiências com autoridades estaduais em 3 de novembro. O pedido atende a solicitações do Conselho Nacional de Direitos Humanos e da PGR, que apontam alta letalidade e possíveis violações de direitos humanos.
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Posse
Guilherme Boulos (PSOL) tomou posse como ministro da Secretaria-Geral da Presidência em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. O psolista substitui Márcio Macêdo e terá como missão fortalecer a interlocução do governo com movimentos sociais e a base popular. Boulos se torna o segundo ministro do PSOL no governo, ao lado de Sônia Guajajara (Povos Indígenas).
Reforma administrativa
Dez deputados federais — Fatima Pelaes (AC), Murilo Galdino (PB), Rafael Prudente (MDB-DF), Duda Ramos (MDB-RR), Emidinho Madeira (PL-MG), Pastor Diniz (UNIÃO-RR), Haroldo Cathedral (PSD-RR), Helena Lima (MDB-RR), Marx Beltrão (PP-AL) e Alexandre Guimarães (MDB-TO) — solicitaram a retirada de suas assinaturas de apoio à PEC da reforma administrativa, proposta pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Apesar dos pedidos, a PEC segue válida, mas o recuo sinaliza dificuldades de tramitação. A medida busca mudanças nas carreiras e regras do funcionalismo público e enfrenta forte resistência de parlamentares e servidores.
(Com Agência Brasil, Reuters e Estadão Conteúdo)

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