Azul (AZUL4) vê prejuízo ajustado crescer mais de 12 vezes no 3º tri, a R$ 1,56 bi

há 2 meses 16
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A companhia aérea Azul (AZUL4) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 1,562 bilhão no terceiro trimestre de 2025 (3T25), montante 1.142% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2024.

Sem ajustes, o prejuízo líquido R$ 644,2 milhões no 3T25, revertendo lucro de R$ 389,7 milhões um ano antes.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do 3T25 atingiu um recorde histórico de R$ 1,987,8 bilhão, um aumento de 20,2% em relação ao ano anterior e uma margem de 34,6%. O lucro operacional cresceu 23,7%, totalizando um recorde de R$ 1,270,4 bilhão com uma margem de 22,1%.

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A receita líquida somou R$ 5,737 bilhões no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 11,8% na comparação com igual etapa de 2024, principalmente devido a um ambiente de demanda saudável, receitas auxiliares robustas e ao desempenho notável de nossas unidades de negócios.

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No 3T25, as despesas operacionais totalizaram R$4,5 bilhões, 8,9% maior em comparação ao 3T24. Os custos por ASK (CASK) aumentaram em 1,6%, totalizando R$34,85 centavos, explicado principalmente pela inflação de 4,8% no período, pelo aumento de 16,7% no número de processos judiciais relacionados as operações irregulares ocorridas principalmente em 2024, e pelo crescimento de 30,5% na capacidade internacional, que possui tarifas mais altas, parcialmente compensado por uma valorização de 1,7% do real frente ao dólar americano, por maior produtividade e por uma redução de 13,2% no preço do combustível.

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O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,914,5 bilhão no terceiro trimestre de 2025, uma elevação de 200,7% sobre as perdas financeiras da mesma etapa de 2024. 

Liquidez e endividamento

A Azul encerrou o trimestre com liquidez total de R$ 8,8 bilhões, incluindo investimentos de curto prazo, contas a receber, depósitos de garantia e reservas de manutenção. A liquidez imediata foi de R$ 3,4 bilhões, representando 15,9% da nossa receita dos últimos doze meses.

Em 30 de setembro de 2025, a dívida líquida da companhia era de R$ 32,902 bilhões, um crescimento de 34,3% na comparação com a mesma etapa de 2024.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 5,1 vezes em setembro/25, alta de 0,7 p.p. em relação ao mesmo período de 2024.

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