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Três empresas elétricas divulgaram resultados na noite da última quarta-feira (12): Auren (AURE3), Copel (CPLE3) e Equatorial (EQTL3).
Conforme aponta a XP Investimentos, a Auren apresentou resultados mais fracos do que o esperado em um trimestre que já era considerado desafiador.
Já a Equatorial reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado 4% acima das estimativas e do consenso, com desempenho positivo de custos (em base ajustada). No geral, os resultados foram saudáveis.
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Já a Copel apresentou resultados em linha (Ebitda ajustado de R$ 1,34 bilhão) mostrando um bom trimestre no segmento de distribuição (DisCo) e um trimestre razoável no segmento de geração (GenCo), sustentado por um bom hedge de portfólio e desempenho saudável de custos.
Veja os principais destaques:
Auren (AURE3)
A XP aponta que o Ebitda ajustado da Auren foi de R$ 674 milhões, 13% abaixo das suas estimativas e do consenso.
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Embora o resultado inferior possa ser explicado pela área de trading, acredita que o mercado esperava números melhores no segmento de geração (GenCo). O cenário desafiador para a Auren provavelmente continuará no 4T e possivelmente em 2026.
“Além disso, com o aumento das chances de veto presidencial às emendas que sugerem reembolsos, a Medida Provisória 1.304 [de reforma do setor elétrico] pode não trazer qualquer solução para aliviar os desafios enfrentados pelas renováveis”, avalia a XP.
O Itaú BBA vê o resultado como negativo, impactado negativamente pela redução de produção e pelos efeitos do GSF (medida de risco hidrológico) que, combinados com uma contribuição fraca de sua unidade de comercialização de energia, contribuíram para o resultado abaixo do esperado.
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Além disso, enquanto o braço de geração da empresa praticamente não apresentou alterações em seu balanço energético em relação ao trimestre anterior, o braço de comercialização registrou mudanças significativas em sua posição comercial no período analisado, com margens reduzidas em relação ao trimestre anterior.
Equatorial (EQTL3)
A XP ressalta que o resultado da Equatorial foi sólido e ligeiramente acima das expectativas. O Ebitda ajustado foi de R$ 3,1 bilhões, 4% acima das suas estimativas. Os resultados mostraram tendências saudáveis, com desempenho sólido de custos de pessoal, material, serviços e outros (PMSO) ajustado no segmento de distribuição (4% abaixo de nossas estimativas) e desempenho em linha na Echoenergia (embora os resultados tenham sido desafiadores, como no caso da Auren).
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A Equatorial também anunciou um novo programa de recompra de ações que pode adquirir até 5% do capital total. Embora a ideia inicial seja recomprar ações para atender aos planos de incentivo de longo prazo da equipe de gestão, a XP não descarta que a empresa possa eventualmente aumentar a distribuição aos acionistas.
“Isso pode ser um gatilho importante para ajudar a EQTL3 a recuperar o desempenho de suas ações no ano, que está atrasado em relação aos pares. A recompra e o pagamento recentemente anunciado de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 1,8 bilhão (~3,5% de yield) podem fazer com que investidores vejam a EQTL3 como um nome que combina dividendos e crescimento”, aponta.
O Itaú BBA também ressalta que a Equatorial reportou Ebitda recorrente em linha com as expectativas no terceiro trimestre de 2025, de R$ 3,163 bilhões, crescimento de 8% na comparação anual. Esse avanço foi impulsionado pelo segmento de distribuição, que apresentou sólido desempenho operacional, melhora na margem bruta e variação unitária dos custos operacionais recorrentes (PMSO) abaixo da inflação. O PMSO unitário subiu 1,8% no ano, enquanto a inflação em 12 meses foi de 5,2%.
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O lucro líquido atingiu R$ 469 milhões, acima da nossa estimativa de R$ 432 milhões. A surpresa positiva decorreu, principalmente, de uma contribuição maior do que o esperado do resultado de equivalência patrimonial da Sabesp (SBSP3). Além disso, a companhia anunciou duas atualizações positivas: o lançamento de um novo programa de recompra de ações e o exercício parcial de suas opções de compra sobre ações preferenciais detidas sob o acordo com o Itaú. O banco segue com recomendação de “compra” e preço-alvo de R$ 48,70 ao fim de 2026.
Copel (CPLE3)
Para a XP, a Copel teve números sólidos e sem surpresas. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,34 bilhão, em linha com nossas estimativas (+2%) e com o consenso. Os resultados mostraram tendências saudáveis no controle de custos em ambos os segmentos, além de evidenciar o valor de um portfólio diversificado: um trimestre sazonalmente mais fraco no segmento de geração (GeT), devido ao alto GSF e preços spot elevados, foi sustentado por um forte desempenho no segmento de distribuição (DisCo), e o inverso ocorreu no trimestre anterior, por exemplo.
“Além do controle de custos, destacamos que a empresa conseguiu realizar um hedge inteligente de portfólio ao longo do ano, o que levou a um lucro bruto de energia/MWh saudável, apesar do trimestre desafiador”, aponta.
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O BBA ressalta que o Ebitda recorrente em caixa da Copel ficou em linha com as estimativas do banco, apresentando crescimento de 7,8% em base anual, com contribuições sólidas do segmento de Geração e Transmissão (GT) e do negócio de distribuição.
A empresa acelerou o ritmo de vendas de energia para o horizonte de cinco anos entre 2025 e 2029, mas desacelerou no trimestre, concentrando suas vendas em períodos de fornecimento de longo prazo e menos líquidos, enquanto mantém níveis semelhantes de energia não contratada para o curto prazo.

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