Assistente de IA para ensino de idiomas visa personalizar aprendizado; conheça

há 2 meses 15
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Com diversas soluções de tecnologia no mundo, a inteligência artificial (IA) pode ser uma aliada para aprender idiomas, dando acesso a esse conhecimento. Buscando uma jornada mais personalizada, a empresa Education First (EF) lançou uma assistente de aprendizado de IA, chamada Addi, para auxiliar alunos e docentes — inclusive de escolas públicas brasileiras.

Oferecendo cursos de inglês, espanhol, português, alemão, francês e sueco, a plataforma garante personalização e acompanhamento 24 horas por dia, em tempo real. O sistema pode ser acessado via navegador no computador, ou por aplicativo nos dispositivos móveis e possui valores que variam de acordo com o contrato, mas pode ser assinado por uma única pessoa ou instituição que deseje disponibilizar aos alunos ou funcionários.

Os alunos recebem orientações e recomendações personalizadas para aprimorar fala, escrita, leitura e compreensão auditiva. Para os professores, a Addi oferece um painel de controle integrado com análises detalhadas sobre o desempenho e possíveis evoluções dos estudantes.

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A linguagem é um aprendizado intermitente, que está sob constantes mudanças e possui diferenças a depender da geração, região, ambiente em que o conhecimento se põe à prova e vários outros fatores. Nesse cenário, a IA garante um ensino com os recortes necessários para que o aluno avance com sucesso.

Em exclusividade ao InfoMoney, Eduardo Santos, vice-presidente sênior da Efekta e diretor geral da EF na América Latina, afirmou que a base de dados da Addi foi criada em um processo de 9 anos de captação de aulas ao vivo da própria EF — cerca de 1,2 milhões de aulas por ano para data base — o que garante hoje 2,2 mil simulações de diálogo disponíveis, cobrindo temas como negócios, viagens, saúde e esportes.

“A gente acabou construindo uma plataforma relativamente robusta com alunos em 174 países, aprendendo com as nossas aulas ao vivo em grupo. Então ela aprendeu com dados reais de alunos que estão tentando aprender um idioma com seu sotaque, vindo de diferentes culturas e com diferentes demandas”, revela Santos.

Para entender o nível de conhecimento do aluno e personalizar a jornada, o diretor geral da EF explica que o sistema aplica um teste de nivelamento baseado em IA que avalia gramática, vocabulário, escuta e fala.

Em seguida, a plataforma continua avaliando a performance do aluno em contextos da vida real através de exercícios e interação com a IA, que oferece feedback baseado em seus erros e acertos, monitorando seu progresso e sugerindo novas etapas para o aprendizado.

Ele ainda comenta que o futuro da educação, especialmente de idiomas, está na tecnologia e, quem não se adaptar, pode ficar para trás.

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“Sou otimista. Acho que os próximos anos vão mostrar validação de como usar a inteligência artificial como recurso pedagógico”, afirma. Para ele, a IA não vai substituir o professor, mas vai potencializar sua tutoria, ajudando a personalizar o aprendizado e oferecer feedback constante aos alunos.

IA de inglês no ensino público brasileiro

A Efekta Education, empresa de tecnologia educacional da EF, oferece o suporte para alunos particulares, e também disponibilizará o lançamento da IA para ajudar no curso de inglês aos estudantes do Ensino Fundamental II e Médio das redes estaduais, bem como os professores.

Hoje, 4 milhões de estudantes de escolas públicas dos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia, no Brasil, e também da República Dominicana utilizam o modelo de aprendizado.

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Santos acredita que a IA pode acelerar a curva de aprendizado, oferecendo feedback personalizado a qualquer momento, algo inexistente no ensino público tradicional.

“Hoje a gente tem visto um aluno no sétimo ano do Ensino Fundamental que é nível básico de inglês tendo resultados 32.5% maiores na prova do Estado do Paraná”, revela.

Para os professores, ele menciona o relatório de progresso como uma das soluções mais relevantes, visto que os docentes podem incluir os resultados que a IA produziu em seus planos de aula.

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“Se a inteligência artificial trouxer insights sobre o progresso dos seus 360 alunos, por exemplo, o professor não precisa ler dados com muitas colunas para chegar no mesmo lugar. É possível perguntar para a Addi sobre o desempenho dos 10 melhores alunos da semana anterior e ela traz isso com mais rapidez”, comenta.

Santos destacou três frentes que a IA na educação deve entregar nos próximos anos: uso da IA para auxiliar gestores a tomar melhores decisões, personalização do ensino em diferentes disciplinas além do inglês, e capacitação continuada de docentes para que eles sejam mais eficazes e empoderados.

Ele acredita que a IA será integrada nas políticas públicas e privadas, transformando a educação e a formação profissional.

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