Após vitória nas eleições, Milei quer passar pacote que permite jornada de trabalho de 12h

há 2 meses 12
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(Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian)

O presidente da Argentina, Javier Milei, saiu fortalecido das mais recentes eleições de meio de mandato, um respiro para os próximos dois anos de gestão. Analistas internacionais entendem que, a partir de agora, os pacotes de reformas propostos pelo ultraliberal têm mais chances de passarem pelas Casas Legislativas do país. 

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Uma dessas propostas é a chamada Lei de Promoção de Investimentos e Emprego, que contém uma mudança polêmica: o aumento da jornada de trabalho de 8h para 12h diárias. 

Na visão de Milei, a mudança ajudaria a formalizar cerca de oito milhões de empregos, o que daria margem para, na sequência, implementar uma reforma tributária ainda mais agressiva do que o planejado, com a redução de até 20 impostos diferentes. 

Regras sobre férias, horas extras, acordos salariais e até acordos trabalhistas também devem mudar, caso a proposta avance nas Casas Legislativas. 

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Quais as chances do pacote de Javier Milei passar na Argentina?

O resultado da eleição do último domingo (26) garantiu ao governo a minoria de um terço em ambas as Casas Legislativas, o que é crucial para sustentar vetos presidenciais — e evitar um possível impeachment do presidente.

O La Libertad Avanza (LLA) conseguiu um total de 92 dos 257 assentos na Câmara e 19 dos 72 assentos no Senado. Apesar disso, será necessária a consolidação de acordos para que as propostas passem com alguma suavidade pelo Congresso.

Apesar das reformas estruturais serem vistas como positivas pelo mercado no longo prazo, o resultado de curto prazo é extremamente impopular. E, vale dizer, Milei ainda tem mais dois anos pela frente com um Congresso em que ainda não tem maioria absoluta.

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