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As ações da operadora de shoppings Allos (ALOS3) são destaque de ganhos nesta quinta-feira (13) entre os ativos do Ibovespa na sessão seguinte à divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25). Às 10h50 (horário de Brasília), os papéis subiam 5,02%, a R$ 28,46, também puxando outras ações do setor, como Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTI11).
Mas, mais do que os resultados, a maior administradora de shopping centers do Brasil – resultado da fusão entre a Aliansce Sonae e brMalls – vê suas ações saltarem após a indicação sobre os seus proventos.
A companhia anunciou que pretende triplicar sua distribuição mensal de dividendos a partir de 2026, com um dividend yield (DY, ou dividendo sobre o preço da ação) projetado de 14%.
Análise de Ações com Warren Buffett
Ela pretende assim fazer um pagamento entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação mensalmente. Desde o final de 2024, a Allos já vinha distribuindo rendimentos mensais próximos de R$ 50 milhões, equivalente a R$ 0,10 por ação.
Com o aumento do pagamento de dividendos a um valor médio de R$ 0,29 por ação ao mês, o montante total deve ir a R$ 1,90 bilhão em distribuição entre dezembro de 2025 até dezembro de 2026, sendo R$ 1,75 bilhão em 2026 (entre 13% e 14% de dividend yield em 2026), substancialmente acima das expectativas da XP Investimentos para 2026, de R$ 1,1 bilhão.
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O BBI também vê sólidos retornos aos acionistas no acumulado do ano (R$ 762 milhões implica rendimento de 6%), enquanto a orientação para o próximo ano de investimentos mais conservadores e dividendos mais altos parece implicar um rendimento muito atraente.
Enquanto isso, o capex, no 3T25, atingiu R$ 121 milhões, queda de 28% ano a ano e 14% acima das estimativas da XP, puxado por investimentos em expansões e reformas. Por outro lado, o guidance para 2026 mostra projeção entre R$ 350 milhões e 450 milhões, abaixo dos R$ 450-550 milhões de 2025, à medida que a companhia foca em projetos menores e mais rentáveis.
Olhando para o resultado em si, a XP Investimentos ressalta que eles ficaram em linha com o esperado. Operacionalmente, (i) as vendas dos lojistas aumentaram 5,3% ano contra ano (YoY), (ii) o SSS (Same Store Sales, ou vendas mesmas lojas) subiu 2,9% YoY, (iii) a taxa de ocupação aumentou ligeiramente para 96,5% (+0,1 ponto percentual ano a ano) e (iv) as vendas por metro quadrado cresceram 3,2% YoY, superando o SSS e sugerindo uma gestão eficiente do mix de lojistas.
Na visão do Bradesco BBI, os resultados da empresa foram adequados e amplamente alinhados com as suas estimativas. “Como visto com outros players, vimos números operacionais mais fracos à medida que as vendas desaceleraram no 3T25 e o SSR [aluguel mesma loja] cresceu em um ritmo mais rápido do que o SSS”, aponta.
Tanto XP quanto BBI seguem com recomendação de compra para as ações.

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