Ações voltam a subir com fluxo estrangeiro e dólar em baixa

há 2 meses 17
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O cenário de mercado segue construtivo, com os principais índices globais mostrando resiliência e o Ibovespa retomando força após semanas de correção. A melhora do apetite ao risco no exterior tem sustentado o fluxo comprador, principalmente em ações ligadas a commodities e bancos, enquanto o dólar futuro permanece pressionado em tendência de baixa. Nos Estados Unidos, a Nasdaq e o S&P 500 renovam topos históricos, impulsionadas pelo desempenho sólido das big techs. Já o Bitcoin volta a mostrar estabilidade, depois de semanas de volatilidade e realização de lucros.

No curto prazo, o comportamento técnico dos ativos indica uma fase de consolidação antes de um novo movimento direcional. Suportes e resistências permanecem como referências importantes para traders e investidores definirem suas estratégias de entrada e saída neste início de mês.

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Análise técnica do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) mantém tendência primária de alta e caminha para a terceira alta consecutiva, mostrando retomada do fluxo comprador após a correção observada nas últimas semanas. O índice segue em direção à faixa de resistência próxima da máxima histórica (147.578 pontos) — nível que marcou o topo mais recente do mercado.

Após o teste dessa máxima, o Ibovespa recuou até o suporte em 140.231 pontos, onde encontrou força compradora e iniciou o atual movimento de recuperação. Agora, negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés positivo, embora o afastamento dos preços das médias indique espaço para uma correção técnica pontual. O IFR (14) em 63,25 sinaliza neutralidade.

Para dar continuidade à alta, o índice precisa romper as resistências em 147.239 e 147.578 pontos, abrindo espaço para 148.745, 150.000 e 150.650 pontos como alvos mais longos.

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Caso perca a mínima da última sessão (145.720 pontos), poderá iniciar movimento corretivo até os suportes em 144.880, 143.395, 141.153, 140.231 e 139.581 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

O dólar futuro segue em trajetória de baixa desde o final de 2024, quando encontrou resistência em 6.756,5 pontos. No acumulado de 2025, a moeda americana já recua 18,17%, refletindo menor aversão ao risco e aumento do fluxo estrangeiro na Bolsa. Na última sessão, o ativo apresentou leve recuperação, mas continua abaixo das médias móveis, mantendo o viés vendedor. O IFR (14) em 45,99 reforça a neutralidade.

Para dar sequência ao movimento de baixa, será necessário romper 5.372/5.325 pontos, abrindo caminho para 5.319/5.259 e 5.211/5.183 pontos.

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Já para reagir, o dólar precisará superar 5.405/5.430 pontos, mirando 5.479/5.560, com extensões em 5.582,5/5.608,5 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira a análise dos minicontratos:

Análise técnica da Nasdaq

A Nasdaq mantém forte tendência de alta, consolidando-se como um destaque entre as bolsas globais. O índice acumula alta de 20,68% em 2025 e 2,75% em outubro, negociando atualmente a 25.358 pontos. Na última semana, o ativo voltou a fechar no positivo, renovando a máxima histórica em 25.418 pontos, e sinaliza continuidade do movimento comprador.

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Para seguir em alta, precisa romper novamente o topo em 25.418 pontos, o que abriria espaço para 25.625/26.000 e 26.475/26.735 pontos.

Por outro lado, caso perca a região de 25.195/24.856 pontos, o movimento corretivo pode ganhar força, levando o índice aos suportes em 24.481/24.186 e, em extensão, 23.969/22.698 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 segue com viés altista e renovou seu topo histórico em 6.807 pontos na última sessão, mostrando continuidade do rali iniciado no primeiro trimestre. O índice acumula alta de 15,47% em 2025 e 1,54% em outubro, cotado a 6.791 pontos, negociando acima das médias móveis e reforçando o domínio do fluxo comprador.

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Para manter o movimento de alta, o S&P precisa sustentar o rompimento da máxima histórica (6.807 pontos), mirando 6.870/6.955 e 7.000/7.100 pontos como alvos projetados.

Já para sinalizar reversão, o índice teria de perder 6.764/6.689 pontos, abrindo espaço para correções até 6.592/6.550 e 6.500/6.416 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira mais análises:

Análise do Bitcoin

O Bitcoin volta a mostrar estabilidade após as fortes baixas recentes, mantendo-se dentro de uma zona de consolidação. O ativo acumula alta de 22% em 2025 e 0,78% em outubro, após ter renovado sua máxima histórica em US$ 126.199. No gráfico diário, o movimento segue lateral, com o ativo oscilando entre as extremidades de suporte e resistência.

Para retomar a trajetória de alta, o Bitcoin precisa superar US$ 115.965, mirando US$ 117.900/US$ 124.474 e o topo histórico em US$ 126.199.

Por outro lado, caso perca a região de US$ 111.700/US$ 108.631, poderá buscar US$ 106.322/US$ 103.528, com alvos mais longos em US$ 100.000 e US$ 97.895.

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

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