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A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) apresentou na noite desta terça-feira, 21 de outubro, em Brasília, à bancada gaúcha no Congresso Nacional, sua nova estrutura de governança, aprovada em 28 de agosto. A principal mudança é a criação do cargo de presidente-executivo em tempo integral, ocupado por Cristiano Lobato Flôres, que deixa a função de diretor-geral para assumir a liderança executiva da entidade.

Pela primeira vez desde a fundação da ABERT, em 1962, a presidência não é exercida por um representante de emissora, mas por um executivo dedicado integralmente à gestão e à representação institucional do setor. A inovação tem como objetivo profissionalizar a administração e ampliar a capacidade de interlocução com o poder público e demais atores do ecossistema de comunicação.
“O mote da nova governança é a profissionalização da sua gestão. Várias entidades tomaram esse rumo nos últimos tempos, no sentido de ter um presidente de gestão executiva integralmente dedicado à função da ABERT”, afirmou Cristiano Lobato Flôres.
O novo modelo mantém o Conselho Superior como órgão máximo, com 48 membros e funções deliberativas estratégicas, e cria o Comitê Executivo Institucional, responsável por definir diretrizes e acompanhar os atos de gestão. O comitê é composto pelos conselheiros Paulo Tonet Camargo, Flávio Lara Resende, Fernando Fischer e Caíque Agustini, além do presidente-executivo e do presidente do Conselho Superior, Roberto Cervo Melão — que também integrou a vice-presidência no ciclo anterior (2020–2025).
Flôres destacou que o novo modelo reflete a complexidade crescente do setor e a necessidade de respostas ágeis e inovadoras.
“As atividades estão mais complexas, os problemas também estão mais complexos e as soluções têm que ser mais inovadoras. Consequentemente, você tem pessoas hoje dedicadas a pensar o setor, até para executar as ações definidas pelo nosso conselho.”
Durante o encontro com parlamentares gaúchos, o executivo também abordou o cronograma de implementação da TV 3.0, que deverá começar em 2026 nas grandes capitais.
“A ideia é que a gente inicie nos grandes centros urbanos — Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília — já em 2026, e depois escalone para as demais capitais e regiões metropolitanas até 2030, finalizando o Brasil em 2040”, explicou.
Natural de Porto Alegre, Cristiano Lobato Flôres é advogado, mestre em Direito pela Universidade de Coimbra e membro de colegiados como o GIRED, o Gaispi e o Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Ele afirmou que a nova fase da ABERT será marcada por uma gestão orientada por resultados, ética e diálogo permanente com o setor.
“O diálogo permanente será incentivado como um verdadeiro processo de construção coletiva”, concluiu.

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