A partir de dezembro, será possível voar diretamente da Europa para Bagdade

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Publicado a 30/10/2025 - 17:24 GMT+1

A Aegean Airlines será a primeira companhia aérea europeia a voar diretamente para Bagdade quando lançar uma rota a partir de Atenas, no final deste ano, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeirosda Grécia esta quinta-feira, durante uma visita ao Iraque.

A companhia aérea grega deverá efetuar o seu voo inaugural de Atenas para a capital iraquiana a 16 de dezembro, de acordo com Giorgos Gerapetritis.

A companhia aérea já voa para Irbil, a capital da região curda semi-autónoma do norte do Iraque, mas anteriormente evitava Bagdade por questões de segurança. "Penso que isto irá aumentar substancialmente os laços económicos e culturais entre os nossos povos", afirmou Gerapetritis numa conferência de imprensa com o seu homólogo iraquiano Fuad Hussein.

Numa declaração, Hussein congratulou-se com a iniciativa, afirmando que os dois países estavam também a discutir "a cooperação nos domínios da agricultura, do investimento e do turismo".

Hussein acrescentou que as recentes visitas de líderes europeus mostram "a estabilidade que o país está a viver" e "a sua crescente posição na cena internacional".

Estão em curso planos para modernizar o aeroporto internacional de Bagdade. O Iraque adjudicou recentemente um contrato de 764 milhões de dólares (573 milhões de euros) para a expansão e exploração do aeroporto a um consórcio mundial constituído pela Corporacion America Airport, um operador aeroportuário sediado no Luxemburgo, e pela empresa de investimento iraquiana Amwaj International.

O Iraque realizará eleições parlamentares em 11 de novembro, com o atual primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani a tentar um segundo mandato, algo que raramente foi alcançado pelos antecessores.

Após ter chegado ao poder em 2022 com o apoio de partidos pró-Irão, al-Sudani tem tentado equilibrar as relações do seu país com Teerão e Washington.

Cerca de 8000 candidatos - 2248 mulheres e 5520 homens - vão concorrer aos 329 assentos parlamentares do país no escrutínio de novembro.

Depois de a invasão liderada pelos Estados Unidos ter derrubado o ditador Saddam Hussein em 2003, o Iraque debateu-se com um vazio de segurança e com o aparecimento de grupos extremistas armados como o auto-intitulado Estado Islâmico.

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