À ESPN, Yuri Lima explica por que deixou futebol e agora quer voltar após 'pausa' na carreira: 'É pela minha filha'

há 2 meses 22
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  • Felipe Silva

31 de out, 2025, 01:52

Ex-Fluminense, Santos e Mirassol, o volante Yuri Lima revelou, em entrevista à ESPN, que deseja voltar a atuar profissionalmente em 2026.

Em maio deste ano, o jogador de 31 anos anunciou a aposentadoria para dedicar mais tempo à família, em especial a sua filha Nala, que completou um ano de idade neste mês.

No entanto, pouco mais de cinco meses depois, Yuri repensou a ideia e tem se preparado para voltar a ativa na próxima temporada.

“Naquela época, minha filha estava para nascer e eu preferi dar essa encerrada na minha carreira para realmente focar nelas e cuidar da minha família, que para mim, indiscutivelmente, é a coisa mais importante na vida de qualquer pessoa. Para mim, foi maravilhoso esse tempo que eu pude estar perto da Nala, todos os momentos juntos que talvez, se eu estivesse jogando, com certeza teria perdido, por vários motivos, viagem, concentração. Foi uma decisão fácil e difícil ao mesmo tempo, porque para mim a família é o primeiro lugar sempre e o futebol é a minha paixão. Então, ter que largar o futebol para ficar com a minha família foi fácil, mas difícil ao mesmo tempo", disse.

“Eu tenho o desejo de retornar ao futebol. Como eu falei, é a paixão da minha vida, da vida do homem que trouxe essa paixão para mim, que é o meu pai. Estou me preparando para isso. O que eu almejo é ser o melhor que eu puder e chegar o mais longe que eu puder. Não tem um teto para isso. É o que eu trabalhar, é o que eu mostrar e o que Deus permitir também”, completou.

O último clube de Yuri Lima foi o Mirassol. Sua saída ocorreu em agosto. Na época, segundo especulações, a cantora Iza, mãe da filha do jogador e até então sua namorada, teria exigido que ele saísse do clube do interior paulista para aceitá-lo de volta em sua vida após um caso de traição. À ESPN, Yuri nega e disse que a decisão foi tomada para focar as atenções na pequena Nala.

“Quanto a parar de jogar futebol, a decisão foi totalmente minha, eu queria realmente ficar com ela, ficar com a minha filha. Não me arrependo de forma alguma, como eu falei para mim, família é a coisa mais importante que tem. Minha filha é a coisa mais importante para mim, ela tem um ano só, ela me faz querer melhorar em todas as áreas da minha vida, como pessoa, como profissional”.

“Hoje eu penso só em ser melhor, na vontade de melhorar o mundo para ela seguir em frente. E eu sei que é fazendo a minha parte, me melhorando como pessoa, em todas as áreas da minha vida. E é o que eu quero hoje em dia. Eu penso muito nela, quero voltar a jogar por ela”.

Acostumado com a exposição da vida de um atleta profissional, Yuri viu sua fama ‘explodir’ ao engatar um relacionamento com a cantora Iza, no início de 2023. Entre idas e vindas, o casal permaneceu unido até o início deste mês, quando oficializaram o término.

O jogador relembra com carinho do período com a artista pop e as visitas midiáticas da cantora aos jogos do Mirassol, que atraía fãs de todos os lugares.

“É indiscutível o tamanho dela. Eu falo que a Izabela é uma pessoa mais maravilhosa do que a Iza. Ela tem uma legião de fãs, e isso tem respingado em mim. Eu percebo, por onde eu vá, muitos olhares. Eu tento levar numa boa. Óbvio que eu preferia ter uma vida mais tranquila, mas eu levo numa boa. Eu acho que eu sempre lidei bem com isso. A gente, quando está no meio do futebol, principalmente na Série A, temos esse contato com o público. Então, para mim, gerenciar isso foi mais tranquilo”, comentou.

“Isso (exposição do namoro com Iza) foi bom para o clube, foi bom para quem estava ali e até o pessoal da cidade. Eu lembro que ela foi ver um jogo e deu muito o que falar. Eu acho que até o pessoal, propriamente o pessoal da cidade, gostava de ter a Iza num jogo. O namorado dela está jogando no clube da cidade, o Mirassol é de uma cidade pequena, então acho que só teve coisas boas”, finalizou.

'O Mirassol é exemplo'

Ao total, Yuri Lima atuou por quase dois anos pelo Mirassol. O volante chegou ao Leão em 2023 para a disputa da Série B e fez parte do elenco que conseguiu o acesso à Série A na última temporada.

Ao ver o sucesso do atual Mirassol e não fazer parte do elenco que pode conquistar uma vaga inédita para a próxima CONMEBOL Libertadores, o volante nega um arrependimento por ter saído e deixa as portas abertas para um retorno no futuro.

“O Mirassol é um exemplo. Tudo que chega no Juninho (vice-presidente do clube) ele realmente reinveste no time. É um clube muito certinho, paga em dia, tudo que prometem é cumprido. Ninguém esperaria que pudesse ser tão rápido, mas eu acho que o Mirassol está onde ele merece, pelos profissionais que tem lá, é um clube que realmente merece muito. De fato, foi muito rápido", comentou.

"Oano que eu estive lá, batemos na trave na Série B, quase subimos, e aí o ano seguinte subiu. Eu acho também que ciclos se encerram, o meu lá no Mirassol acabou se encerrando da forma que foi. Como eu falei, eu não me arrependo, foi um ano maravilhoso, estar com a minha filha, ver ela crescendo, e esse ciclo se encerrou, agora voltar a jogar o Mirassol, isso aí está na mão de Deus”, completou Yuri.

'Fernando Diniz é um ser humano diferente no esporte'

Em alta no Vasco e com a melhor campanha do returno do Campeonato Brasileiro, Fernando Diniz se tornou um ‘pai’ no futebol para Yuri. O volante foi revelado na base do Osasco Audax e fez parte do elenco comandado pelo técnico que foi vice-campeão do Campeonato Paulista de 2016, ao perder a decisão para o Santos.

Em seguida, se transferiu para o Peixe e ficou até 2019, quando Fernando Diniz pediu a sua contratação no Fluminense. Yuri revela que Dorival Júnior, Jorge Sampaoli e Diniz foram os três melhores treinadores que trabalhou durante a carreira, mas que o técnico do Vasco tem um ‘diferencial’.

“Para mim, são os três melhores que eu já trabalhei. Com o Diniz tem um negócio diferente, a mentalidade dele. Ele busca muito o jogador. Sai muito na imprensa o jeito que ele cobra o atleta, é porque vocês não veem o dia a dia. É um cara que quer o bem do jogador realmente. Não só dentro de campo, mas cobra em todos os sentidos. Para mim, ele é um ser humano diferente no esporte", comentou.

"Eu peguei o Diniz há três, quatro anos. Chegamos na final do Paulista em 2016, contra o Santos. Para um clube pequeno, é algo muito notável. Dentro do futebol, foi o momento mais feliz e mágico da minha vida. Foi aquela temporada com o Aldax. Você via todo mundo livre. Óbvio que não é igual um time grande. Não tem aquela pressão. A gente jogava muito solto e fazia umas loucuras”.

"Ele me pegou, na real, como um meia, um camisa 10. E aí disse: “garoto, vem mais para cá, joga aqui de volante…vamos testar de zagueiro também”. Foi um cara que me deu uma destravada na cabeça para o futebol. Hoje eu consigo fazer mais funções, tanto de volante, segundo volante, zagueiro… é um cara que eu vou ter uma gratidão eterna”, finalizou Yuri Lima.

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